
SOROPREVALÊNCIA DE INFECÇÕES E RISCOS OCUPACIONAIS RELACIONADOS AOS CATADORES DE RESÍDUOS SÓLIDOS DO EXTREMO NORTE DO BRASIL
Author(s) -
Raphael Barros Rocha,
João Victor Satrapa Silva,
Áurea Sérgia da Silva Macêdo,
Jamilla Karla Corrêa Reis,
Wagner do Carmo Costa,
Ana Iara Costa Ferreira,
Leila Braga Ribeiro,
Fabiakashima,
Bruna Kempfer Bassoli,
Bianca Jorge Sequeira
Publication year - 2022
Publication title -
hygeia
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 1980-1726
DOI - 10.14393/hygeia1859373
Subject(s) - humanities , philosophy
Introdução: As atividades ocupacionais relacionadas aos catadores de resíduos sólidos, estão associadas à diversos riscos de cunho biológico, físico, químico, ergonômico, além dos acidentes de trabalho. Objetivo: descrever a prevalência da infecção por agentes virais (Vírus HIV e Vírus da Hepatite B e C) e bacterianos (Treponema pallidum) e avaliar o nível de exposição à riscos ocupacionais dos indivíduos vinculados à cooperativas de catadores de lixo de Boa Vista-Roraima. Métodos: estudo transversal, prospectivo, descritivo, qualitativo e quantitativo, envolvendo 75 indivíduos, de 18 a 70 anos, que atuam como catadores de resíduos sólidos em duas Cooperativas de Reciclagem, na cidade de Boa Vista, Roraima. Foi realizada a investigação dos dados sociodemográficos e ocupacionais por meio da aplicação de um questionário e realizados testes rápidos para detecção de HIV 1 e 2, sífilis e hepatites B e C. Resultados: a prevalência de infecções foi de 4% na amostra analisada, uma vez que três participantes apresentaram diagnóstico positivo para sífilis. Houve associação estatisticamente significativa entre trabalhar há mais tempo como catador e ser mulher e trabalhar há mais tempo como catador e ter baixa escolaridade. Os principais riscos ocupacionais observados foram postura inadequada, levantamento de cargas pesadas, trabalho em pisos irregulares e manipulação de equipamentos possivelmente lesivos. Conclusão: faz-se necessária a criação de políticas públicas que atendam às necessidades destes trabalhadores e a implementação de um processo de educação continuada que aborde os riscos ocupacionais e a importância da utilização correta dos EPIs.