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A educação ambiental do caminhar<br>The environmental education of walking<br>La educación ambiental del caminar
Author(s) -
Júlio Corrêa de Resende Dias Duarte,
Michèle Sato,
Araceli Serantes-Pazos
Publication year - 2018
Publication title -
remea - revista eletrônica do mestrado em educação ambiental
Language(s) - Spanish
Resource type - Journals
eISSN - 2318-4884
pISSN - 1517-1256
DOI - 10.14295/remea.v35i3.8111
Subject(s) - environmental education , formal education , sociology , humanities , pedagogy , philosophy
Diante das desiguldades sociais e das injustiças ambientais, compreendemos que a educação ambiental deve servir como resistência às opressões das sociedades do progresso, bem como contribuir para a criação de novas perspectivas pedagógicas. Para além da educação formal, os aprendizados acontecem nos mais variados espaços e momentos da vida. De fato, as pessoas ensinam e aprendem por meio do diálogo e do compartilhamento de sentidos e experiências no mundo. Partindo deste contexto, este artigo busca interpretar os aprendizados dos caminhantes em longas travessias, por meio de um diálogo epistemológico com a educação ambiental. Com base em uma metodologia fenomenológica de imersão nas experiências, realizamos uma participação observante. Caminhamos por mais 1000 quilômetros pela Serra do Espinhaço, em Minas Gerais, percorrendo variadas rotas e travessias, dialogando com outros caminhantes e residentes. Por meio desta investigação, entedemos que subjaz por detrás destas travessias uma educação ambiental do caminhar, que é propícia à resistência às opressões, à problematização da realidade, ao diálogo entre os povos e ao aprendizado colaborativo. As longas caminhadas são, portanto, em nossa perspectiva, uma alternativa pedagógica que pode contribuir para novas possibilidades sociais e ambientais. Faced with social inequalities and environmental injustices, we understand that environmental education must be a resistance to the oppressions of progress societies, as well as a contribution to the creation of new pedagogical perspectives. In addition to formal education, learning takes place in the most varied spaces and moments of life. In fact, people teach and learn through dialogue and sharing meanings and experiences throughout the world. Within this context, the article seeks to interpret the learning of walkers in long crossings, through an epistemological dialogue with environmental education. Based on a phenomenological methodology of immersion in the phenomenon, we performed an observant participation. We walked for over a 1000 kilometers through the Serra do Espinhaço, in Minas Gerais, Brasil, crossing several routes, dialoguing with other walkers and residents. Through this research, we underline that behind these crossings lies an environmental education of walking, which helps resistance to oppression, problematization of reality, dialogue between different cultures and also collaborative learning. The long walks are therefore, in our perspective, a pedagogical alternative that can contribute to new social and environmental possibilities. Ante las desigualdades sociales y las injusticias ambientales, comprendemos que la educación ambiental debe servir como resistencia a las opresiones de las sociedades del progreso, así como contribuir a la creación de nuevas perspectivas pedagógicas. Además de la educación formal, los aprendizajes se desarrollan en los más variados espacios y momentos de la vida. De hecho, las personas enseñan y aprenden a través del diálogo y por compartir los sentidos y las experiencias en el mundo. A partir de este contexto, el artículo busca interpretar los aprendizajes de los caminantes en largas travesías, a través de un diálogo epistemológico con la educación ambiental. Con base en una metodología fenomenológica de inmersión en las experiencias, realizamos una participación observante. Caminamos por 1000 kilómetros por la Serra do Espinhaço, en Minas Gerais, Brasil, recorriendo variadas rutas y travesías, dialogando con otros caminantes y residentes. Por medio de esta investigación, entendemos que hay por detrás de estas travesías una educación ambiental del caminar, que es propicia a la resistencia a las opresiones, a la problematización de la realidad, al diálogo entre los pueblos y al aprendizaje colaborativo. Las largas caminatas son, por lo tanto, en nuestra perspectiva, una alternativa pedagógica que puede contribuir a nuevas posibilidades sociales y ambientales.

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