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Concepção de um índice elétrico de carstificação
Author(s) -
Edilton Carneiro Feitosa
Publication year - 2019
Publication title -
águas subterrâneas
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2179-9784
pISSN - 0101-7004
DOI - 10.14295/ras.v33i4.29596
Subject(s) - humanities , physics , geology , philosophy
A pesquisa enfoca o comportamento elétrico dos aquíferos cársticos quando submetidos a uma corrente elétrica contínua. Na prática profissional, as dificuldades da aplicação do método elétrico de resistividade nesses aquíferos induziram a busca de uma abordagem de campo mais adequada e critérios mais eficientes de interpretação das medições elétricas para fins de locação de poços produtores. Entre 1999 e 2004, seis estudos geofísicos por eletrorresistividade foram realizados no Aquífero Jandaíra desenvolvido em sedimentos carbonatados cretáceos da Bacia Potiguar/RN. Foi utilizada a técnica do caminhamento elétrico 1D. O dispositivo de medição adotado foi o quadripolo linear simétrico de Schlumberger com linha AB de emissão de corrente definida a partir de SEVs previamente obtidas. Verificou-se que as zonas mais intensamente carstificadas são eletricamente resistivas e exibem sempre uma pronunciada variabilidade elétrica. Esse comportamento, ratificado pelo confronto das medições elétricas com os resultados dos poços locados, levou à concepção de um Índice Elétrico de Carstificação (IEC) que enfatiza e quantifica a variabilidade elétrica, permitindo eleger objetivamente locais mais favoráveis à captação de água subterrânea em calcários. O IEC de uma estação de medição i, em perfis lineares, é calculado como a média da soma das variações relativas às estações (i+1) e (i-1). São apresentadas e discutidas quatro variantes do IEC dependentes do comportamento geológico e hidroquímico da área investigada. Os resultados podem ser apresentados sob a forma de perfis lineares ou, se a densidade dos perfis permitir, sob a forma de zoneamentos. São discutidas aplicações da abordagem no Aquífero Jandaíra da Bacia Potiguar (RN e CE), no Aquífero Salitre da Bacia de Irecê (BA), e no Subgrupo Paraopeba Indiferenciado/MG. A aplicação do IEC mostrou-se útil em caracterizar, local e regionalmente, zonas potencialmente aquíferas.

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