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Insegurança alimentar e estado nutricional de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família.
Author(s) -
Carina Aparecida Pinto,
Dayane de Castro Morais,
Lucimar Aguiar da Silva,
Sylvia do Carmo Castro Franceschini,
Sílvia Eloíza Priore
Publication year - 2017
Publication title -
jmphc | journal of management and primary health care | issn 2179-6750
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2179-6750
DOI - 10.14295/jmphc.v7i1.372
Subject(s) - humanities , fuze , waist , physics , gerontology , gynecology , medicine , body mass index , geography , art , endocrinology , archaeology
Segurança alimentar e nutricional caracteriza-se pelo acesso permanente a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente para todas as pessoas, sem comprometer o acesso a outras necessidades básicas. Objetivou-se neste estudo verificar relação entre a situação de (in) segurança alimentar e o estado nutricional de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família (PBF). Estudo transversal realizado com 206 famílias beneficiárias do PBF residentes na zona urbana do município de Viçosa, Minas Gerais. Avaliou-se a situação de insegurança alimentar pela Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). Para avaliar o estado nutricional de crianças e adolescentes foram observados os valores em z escore, segundo sexo, dos índices Estatura/Idade e IMC/Idade (WHO 2006; 2007); para adultos e idosos IMC, segundo WHO (1998) e Lipschitz (1994), respectivamente e para gestantes IMC/semana gestacional de acordo com Atalah (1997). Avaliou-se estatura de adultos e idosos com a finalidade de verificar presença de desnutrição pregressa também nestas faixas etárias. Utilizou-se a curva da WHO (2007) e ponto de corte menor que -2 z escore para baixa estatura, com os indivíduos aos 19 anos, pois ao final da adolescência o indivíduo já tem seu crescimento finalizado. Aferiu-se o perímetro da cintura (PC) de adolescentes, adultos e idosos durante a expiração normal, na cicatriz umbilical. Com esta medida e a de estatura calculou-se a relação cintura estatura (RCE), considerando a presença de risco cardiometabólico valores de RCE≥ 0,50, independentemente do sexo e idade. As famílias foram classificadas como em insegurança alimentar e nutricional, pelo estado nutricional, quando pelo menos um de seus integrantes apresentava baixa estatura, baixo peso, excesso de peso (sobrepeso e/ou obesidade) ou risco cardiometabólico. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com seres humanos da Universidade Federal de Viçosa, com número de parecer 691.641/2014 e a participação dos voluntários ocorreu mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e Termo de Assentimento. Realizou-se estatística descritiva dos dados e verificou-se associações entre (in) segurança alimentar e estado nutricional da família pelo teste de qui-quadrado de Pearson. A magnitude da associação foi determinada pela Odds Ratio (OR; IC95%). Adotou-se nível de significância menor que 0,05. Pela EBIA detectou-se prevalência de 82,0% de insegurança alimentar nas famílias, sendo que desta, 56,8% apresentaram insegurança alimentar leve, 17,9% moderada e 7,3% grave. Em relação ao estado nutricional, não observou-se associação entre insegurança alimentar e presença de pelo menos um integrante da família com baixa estatura, baixo peso, sobrepeso, obesidade ou risco cardiometabólico (p>0,05). No entanto, a presença de pelo menos um integrante com distrofia nutricional (baixa estatura, baixo peso ou excesso de peso) ou risco cardiometabólico, esteve presente em 78,7% e 86,8% das famílias em insegurança alimentar, respectivamente. Famílias beneficiárias do PBF constituem público com menor renda e em maior vulnerabilidade social, portanto mais susceptíveis às condições de insegurança alimentar, sendo importante a análise dos fatores associados a (in) segurança alimentar e nutricional. Pois, a EBIA avalia a insegurança alimentar, sendo necessária a avaliação do estado nutricional e do risco cardiometabólico que abrangem a dimensão nutricional.

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