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Fatores ambientais associados ao consumo de frutas e hortaliças em população adulta do município de Viçosa – Minas Gerais
Author(s) -
Marina Gregório Machado Silva,
Luciene Fátima Fernandes Almeida,
Tiago de Melo Silva,
Taiane Gonçalves Novaes,
Giana Zarbato Longo,
Milene Cristine Pessoa
Publication year - 2017
Publication title -
jmphc | journal of management and primary health care | issn 2179-6750
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2179-6750
DOI - 10.14295/jmphc.v7i1.324
Subject(s) - humanities , philosophy
A ingestão regular de frutas e hortaliças desempenha um papel significativo na saúde dos indivíduos, sendo que o ambiente alimentar é um fator importante que influencia tal consumo, uma vez que afeta a disponibilidade e acesso aos alimentos. Diante desse contexto, o estudo dessa relação subsidia políticas e programas voltados para a promoção da alimentação adequada e saudável. Analisar a associação entre a distribuição de estabelecimentos para a venda de alimentos e o consumo regular de frutas e hortaliças entre homens e mulheres adultos do município de Viçosa (MG). Estudo transversal de base populacional realizado com adultos de Viçosa entre 2012 e 2013. A amostragem foi realizada por conglomerados, sendo as unidades de primeiro estágio os setores censitários, e em seguida, os domicílios. Foram sorteados 30 setores censitários urbanos para o estudo dentre os 107 setores existentes em Viçosa, por meio de amostragem casual simples, sem reposição, utilizando tabelas de números aleatórios. O consumo de frutas e hortaliças foi obtido por meio de questionário que perguntava sobre a frequência de consumo destes alimentos. O consumo foi classificado como regular se maior ou igual a cinco vezes por semana e irregular se menor. Os dados dos estabelecimentos de venda de alimentos foram obtidos a partir da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), com avaliação das seguintes categorias: supermercados; minimercados; padarias; hortifrútis; restaurantes; bares; lanchonetes; açougues e peixarias; lojas de doces e ambulantes. Para verificar a associação entre o consumo regular e não regular de frutas e hortaliças e a distribuição do número de estabelecimentos que vendem alimentos, em um raio de 500 m da residência do indivíduo, utilizou-se o teste Qui-Quadrado de Pearson, adotando-se o nível de significância α = 5%. Foram avaliados 1229 indivíduos, sendo que 55,98% eram mulheres e 73,72% consumiam regularmente frutas e hortaliças. Não houve diferença (p = 0,250) entre consumo regular de frutas e hortaliças entre homens (72,09%) e mulheres (75,00%). Para homens, houve associação entre consumo regular de frutas e hortaliças e número de estabelecimentos presentes em um raio de 500 metros de suas residências, para as seguintes categorias: supermercados (p < 0,001); padarias (p < 0,001); hortifrútis (p = 0,004); restaurantes (p < 0,001); bares (p = 0,015); lanchonetes (p < 0,001) e lojas de doces (p = 0,004). Para mulheres, houve associação entre consumo regular de frutas e hortaliças e número de estabelecimentos presentes em um raio de 500 metros de suas residências, para as seguintes categorias: supermercados (p = 0,014); minimercado (p = 0,026); padarias (p = 0,042) e restaurantes (p = 0,020). Conclui-se que houve associação entre a presença das diferentes categorias dos estabelecimentos que comercializam alimentos e o consumo regular e não regular de frutas e hortaliças. Notou-se maior número de associações para o sexo masculino, sugerindo que o ambiente exerce maior influência sobre o consumo de frutas e hortaliças dos homens.

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