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Potencialidades da epidemiologia baseada em esgoto nas ações da Atenção Primária à Saúde em tempos de pandemia pela COVID-19
Author(s) -
Alexandra Fátima Saraiva Soares,
Bárbara Caroline Ricci Nunes,
Flávia Cristina Rodrigues Costa,
Luís Fernando de Morais Silva,
Luí­s Paulo Souza e Souza
Publication year - 2020
Publication title -
jmphc | journal of management and primary health care | issn 2179-6750
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2179-6750
DOI - 10.14295/jmphc.v12.1004
Subject(s) - humanities , physics , philosophy
Com a presença de materiais genéticos do SARS-CoV-2 nas fezes de indivíduos infectados e em amostras de esgotos sanitários, novos desafios surgiram nas discussões sobre a COVID-19, destacando-se a Epidemiologia Baseada em Esgoto. Considerando o papel que a Atenção Primária à Saúde – APS desempenha na redução da incidência da infecção na população adscrita, com impacto direto nos índices de morbimortalidade, e levando em conta os desafios advindos das novas pesquisas de monitoramento dos esgotos, neste artigo, buscou-se discurtir as pontencialidades da Epidemiologia Baseada em Esgoto nos serviços da APS frente à COVID-19 no Brasil. O monitoramento do esgoto poderia subsidiar ações regionalizadas de contenção do vírus na APS, permitindo antecipar a mobilização dos serviços em áreas potencialmente em risco - onde a circulação do vírus seja detectada pelo monitoramento dos esgotos. Pela característica singular de ter o território como núcleo de análise e atuação, com as informações advindas dos esgotos, os serviços da APS poderiam organizar práticas educativas em cada comunidade, considerando as especificidades locais, a fim de potencializar a coordenação do cuidado e seus demais atributos. A Epidemiologia do Esgoto traria contribuições singulares aos serviços da APS, sendo capaz de monitorar tendências espaciais e temporais, produzir resultados em tempo quase-real (por meio de biossensores), gerar informações em escala populacional e determinar a situação da COVID-19 dentro e entre as comunidades. Ademais, demandaria menos gasto público, quando comparado aos testes clínicos. Frente às limitações financeiras e operacionais para a testagem em massa no Brasil, e mesmo com as limitações quanto à cobertura ideal dos serviços de saneamento em todas as cidades, os esgotos surgem como mais um ponto a ser considerado neste momento pandêmico, apresentando-se como uma ferramenta que pode fornecer um diagnóstico coletivo nas comunidades, somando no fortalecimento dos sistemas de vigilância sanitária, epidemiológica e ambiental no país.

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