
Funcionários independentes, honestos e prestigiados, porque assim o exige uma sã burocracia
Author(s) -
Ana Carina Azevedo
Publication year - 2020
Publication title -
revista de história da sociedade e da cultura/revista de história da sociedade e da cultura
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2183-8615
pISSN - 1645-2259
DOI - 10.14195/1645-2259_20_12
Subject(s) - humanities , political science , philosophy
Entre as décadas de 1930 e 1960, a relação entre o grau de eficiência da Administração Pública e a situação económica e social do funcionalismo encontra-se bastante presente ao nível da Assembleia Nacional e da Câmara Corporativa. Às características que o funcionalismo apresentava, aliava-se o aumento da atração que o setor privado exercia em termos de melhores remunerações e benefícios sociais. Neste contexto, aumentar a eficácia da Administração Pública passava por melhorar a situação económica e social dos funcionários públicos. Não obstante alguns discursos defenderem a reforma administrativa como caminho para esta melhoria, torna-se visível que o Estado privilegiou soluções de caráter social. Um processo que conduziria a melhorias concretas, apesar de insuficientes, na vida de uma parte relevante do funcionalismo, criando lógicas que acabariam por ser prosseguidas após a Revolução de 1974 e que, muitas das vezes, são unicamente conotadas com o período democrático.