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Os socialistas perante o infanticídio e o aborto
Author(s) -
Beatriz Peralta García
Publication year - 2019
Publication title -
revista de história da sociedade e da cultura/revista de história da sociedade e da cultura
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2183-8615
pISSN - 1645-2259
DOI - 10.14195/1645-2259_19_12
Subject(s) - humanities , political science , philosophy
O infanticídio e o aborto, enquanto delitos punidos pela lei, entraram na legislação portuguesa só com a promulgação do Código Penal em 1852, vigente até à reforma de 1982. O ingresso destes delitos nas normativas jurídicas representou uma profunda alteração conceptual do legislador relativamente à infância, uma vez que esta etapa da vida gozava de escassa consideração jurídica até essa altura, mas à qual os socialistas não foram alheios. A intelectualidade operária denunciou as condições laborais das crianças, mas também o recurso dos pais à morte dos filhos, fundamentalmente por motivos económicos. Neste artigo exploramos o quadro legislativo de Oitocentos no que diz respeito aos crimes de infanticídio e aborto, as circunstâncias da comissão do delito, e a leitura que deste tema se fazia nos meios operários socialistas.

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