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A influência das condições ambientais no excesso de peso em Coimbra, Portugal
Author(s) -
Joice Genaro Gomes,
Ricardo Almendra,
Paula Santana
Publication year - 2021
Publication title -
cadernos de geografia
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2183-4016
pISSN - 0871-1623
DOI - 10.14195/0871-1623_44_5
Subject(s) - humanities , physical activity , art , medicine , physical medicine and rehabilitation
Evidência científica indica que a obesidade é responsável por diversas doenças crónicas, como são exemplo a hipertensão e a diabetes mellitus tipo 2. Recentemente, a literatura tem vindo a chamar a atenção para o facto de indivíduos com obesidade apresentarem risco mais elevado de desenvolver sintomas graves da Covid-19. Ser ativo é visto como medida positiva para prevenir e tratar doenças como hipertensão e diabetes, entre outras. A forma das cidades, a distribuição dos equipamentos e o desenho urbano podem influenciar positivamente (ou negativamente) o modo como as pessoas se deslocam e se relacionam com o ambiente da área de residência, aumentando (ou diminuindo) os níveis de atividade física e, potencialmente, contrariando o sedentarismo. Este estudo, realizado em Coimbra, investigou: i) a associação estatística entre as tipologias de uso do solo e as condições do ambiente físico e construído em que os indivíduos vivem; ii) o papel desempenhado pelas condições ambientais no excesso de peso e obesidade. Foi recolhida informação de 1 117 indivíduos residentes em freguesias urbanas, periurbanas e rurais, entre março e setembro de 2020. Com estes dados foram desenvolvidos modelos de regressão logística binomial, ajustados por sexo e idade. Os resultados permitem concluir que os residentes mais afastados do centro da cidade (áreas periurbanas e rurais) apresentam maior probabilidade de terem excesso de peso, de usarem automóvel, de avaliarem positivamente aspetos relacionados com os serviços urbanos (e.g. espaços públicos de lazer e as áreas verdes urbanas) e a qualidade do ar. Residentes periurbanos que usam transporte público têm menor probabilidade de ter excesso de peso em relação a quem utiliza o automóvel. Identificar ambientes obesogénicos é uma condição fundamental para a construção de políticas públicas que tenham como objetivo a promoção da saúde, a prevenção da doença e a redução das iniquidades.

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