
INTERPRETAÇÃO DA DOR E USO DE MEDIDAS NÃO FARMACOLÓGICAS POR PESSOAS COM ANEMIA FALCIFORME
Author(s) -
Kayque Neves da Silva
Publication year - 2017
Publication title -
anais do ... seminário de iniciação científica/anais seminário de iniciação científica
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2595-0339
pISSN - 2175-8735
DOI - 10.13102/semic.v0i21.2508
Subject(s) - philosophy , medicine , gynecology , humanities , physics
A Anemia Falciforme (AF) compõe o grupo das hemoglobinopatias (Doença Falciforme-DF),representando a doença crônica hereditária com maior prevalência no Brasil (DINIZ; GUEDES,2003). Esta doença é caracterizada pela hemoglobina mutante chamada hemoglobina S (Hb-S),que provoca a distorção dos eritrócitos, deixando-os em formato de “foice” ou “meia-lua”.Deacordo com o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), no Brasil, nascem por anocerca de 3.500 crianças portadoras de AF, na qual 20% não atingem os 5 anos de idade devidocomplicações da doença. (BRASIL, 2012).Segundo Silva e Marquez (2007), a dor se apresenta como a maior manifestação clínica dadoença, podendo ser crônica ou aguda, desencadeada em virtude da oclusão dos pequenos vasossanguíneos pelas hemácias falciformes.Para o campo médico, a dor é o sintoma mais subjetivo, partindo do princípio que suamensuração vai depender do relato do paciente, em que, na maior parte dos casos, não há examede imagem ou de laboratório em que essa queixa possa ser demonstrada. São utilizadas escalaspara que o paciente possa relatar ao médico seu nível de dor, para as crianças menores e nãoalfabetizadas são utilizados desenhos de rostos alegres a tristes e as escalas de números para osdemais (MINATTI, 2012).O plano terapêutico deve ter uma atuação multiprofissional, em especial da fisioterapia, quepode ter um papel relevante, buscando a diminuição das crises álgicas, redução das internaçõesrecorrentes, melhora da mobilidade global e ganho de condicionamento físico, reduzindo dessaforma as morbidades e favorecendo a qualidade de vida do paciente com AF (SILVA, 2003).Pessoas com AF vivenciam dor intensa com muita frequência, antes de recorrer a ajuda deprofissionais é comum o uso de medidas aprendidas no contexto cultural, seja a partir dasfamílias ou outros sujeitos significativos da rede social, algumas vezes mesclando o saber dacultura com o saber cientifico medico aprendido nas unidades de saúde.Assim, com base no exposto este estudo busca responder a seguinte questão: Como as pessoascom Anemia falciforme interpretam a dor e lançam mão de medidas não medicamentosas paraseu manejo?