
“LÁ VEM A CIDADE”! ANÁLISE E CONSIDERAÇÕES SOBRE A EXPANSÃO URBANA DA CIDADE DE FEIRA DE SANTANA - BA ENTRE OS ANOS 2000 E 2015
Author(s) -
Matheus Gomes da Silva
Publication year - 2017
Publication title -
anais do ... seminário de iniciação científica/anais seminário de iniciação científica
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2595-0339
pISSN - 2175-8735
DOI - 10.13102/semic.v0i21.2338
Subject(s) - humanities , political science , art
No processo de produção do espaço, o homem se apropria da natureza afim de prover as suas condições materiais de existência. Deste modo, transforma a primeira natureza em segunda natureza, está já antropizada. Este processo de produção do espaço, seja urbano ou rural, se dá de forma contínua, através de ações políticas, sociais, econômicas e culturais, assim, cotidianamente o homem produz e/ou reproduz o espaço (CARLOS, 1994). Isto posto, a expansão urbana é evidência dessas ações, pois é oriunda da apropriação do solo pelo homem, culminando com a ampliação e modificação dos espaços de vida da população (OJIMA, 2008). Entende-se que a cidade de Feira de Santana tem sua expansão territorial resultante desses processos inerentes à sociedade capitalista, em que áreas antes desocupadas estão sendo apropriadas por diversos agentes produtores do espaço e incorporadas no ciclo de reprodução do capital. Portanto, objetivou-se, portanto, analisar os fatores que impulsionaram a expansão territorial da cidade de Feira de Santana entre os anos 2000 e 2015. Para aí chegar, através de documentos oficiais e de imagens de satélite, foram identificadas e caracterizadas as áreas de expansão urbana da cidade e, posteriormente, mapeadas; concomitantemente, foi identificado o papel do Estado nesse processo, bem como as ações da iniciativa privada.Isto posto, este trabalho poderá contribuir para ampliar o conhecimento sobre a própria dinâmica urbana da cidade, bem como evidenciar o papel do Estado e dos demais agentes produtores do espaço neste processo e suscitar questionamentos e reflexões sobre como a sociedade produz e reproduz o espaço urbano de Feira de Santana e quais rebatimentos ocorrem deste processo na vida cotidiana e na configuração territorial da cidade.