
SARTRE E A QUESTÃO DA MEMÓRIA: ENTRE A RECORDAÇÃO E A ESCOLHA
Author(s) -
Marcelo Vinícius Miranda Barros
Publication year - 2018
Publication title -
anais do ... seminário de iniciação científica/anais seminário de iniciação científica
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2595-0339
pISSN - 2175-8735
DOI - 10.13102/semic.v0i20.3305
Subject(s) - philosophy , psychology , unconscious mind , humanities , psychoanalysis , epistemology
Não é possível considerar que as lembranças surjam de uma instância psicanalítica, como o pré-consciente ou inconsciente (considerando aqui a primeira tópica de Freud, por exemplo), porque todo ser da consciência é consciência de ser, afirma Sartre, suprimindo também a primazia da concepção psicológica de consciência para uma consciência ontológica: o Para-si. Sartre desenvolve suas obras “A imaginação” e “O imaginário” para explicar a possibilidade de termos lembranças sem essa instância psicanalítica ou psicológica. Portanto, quando pensamos em memória não podemos pensar em recordações “dentro” de uma espécie de gaveta (SARTRE, 2012). Em Sartre, o passado do Para-si não pode ser apenas memória.