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A SOLIDÃO DO UM, NA OBRA “O DIA EM QUE ME TORNEI MULHER”
Author(s) -
Danielle Vidal Pessoa
Publication year - 2018
Publication title -
anais do ... seminário de iniciação científica/anais seminário de iniciação científica
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2595-0339
pISSN - 2175-8735
DOI - 10.13102/semic.v0i20.3189
Subject(s) - humanities , philosophy , physics
A mulher, no contexto da teoria psicanalítica freudiana, é definida pela via negativa emreferência ao falo (-φ). Em seus escritos, Freud nos diz que a sexualidade feminina constituium “continente obscuro” para a psicologia, de tal modo que a mesma não deu porencerrada a questão sobre a sexualidade feminina. A feminilidade é apontada por Freud([1932-1933] 2008, p. 127) como podendo ser assumida pela via da demanda do falosimbólico ao outro, através da maternidade, ou na relação amorosa com um parceiro em geralseguindo o tipo de relação que tinha com o pai, mas que pode em alguns casos alternar com ahostilidade e ambivalência que caracterizam o vínculo com a mãe no período do complexo deÉdipo. Já Lacan (1972-73/1985), em sua extensão da teoria freudiana, ao instaurar o aforismo“Ⱥ mulher não existe”, referindo-se ao fato de que não encontramos uma inscrição noinconsciente para o que é Ⱥ mulher, assim como encontramos para o que é o homem a partirdo falo, Lacan nos dirá que na ordem do saber analítico, o feminino é introduzido comocomportando algo da ordem de um desconhecido, do impossível de ser dito, tratando-se,portanto, de um gozo impossível de ser significantizado. Frente a tais considerações, opresente trabalho incita a elaboração de uma discussão acerca das representações dafeminilidade nos discursos contemporâneos, identificando possibilidades através das quais ossujeitos femininos se articulam enquanto a construção subjetiva. Para tal, trabalharemos comrevisão literária a partir da obra de Freud, Lacan e teóricos contemporâneos, articulando talconhecimento à produção cinematográfica O dia em que me tornei Mulher (Direção: MarziehMeshkini Makhmalbaf, Irã, 2000. 78’. Son, Color, Formato:16mm.).

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