
ECONOMIA POPULAR E SOLIDÁRIA E AGRICULTURA FAMILIAR: UMA PARCERIA NA PRODUÇÃO DE ALIMENTOS SAUDÁVEIS NA CANTINA DO MÓDULO I
Author(s) -
Angélica Correia Lopes
Publication year - 2018
Publication title -
anais do ... seminário de iniciação científica/anais seminário de iniciação científica
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2595-0339
pISSN - 2175-8735
DOI - 10.13102/semic.v0i20.3158
Subject(s) - humanities , political science , philosophy
O Programa Incubadora de Iniciativas da Economia Popular e Solidária (PIEPS/UEFS) foi criado formalmente em 2008 numa proposta de interdisciplinaridade tornando-se um Programa de Extensão de caráter contínuo articulando com um Projeto de Pesquisa no mesmo espaço com os mesmos sujeitos. Essas atividades de pesquisa e extensão desenvolvem ações pautadas nas vertentes da economia popular e solidária.Desta forma, a economia popular e solidária assume papel importante na transformação de sujeitos, que buscam nessa “outra economia”, conforme discute LIMA (2016), uma forma de geração de trabalho e renda, exercida de forma coletiva e que não visa apenas à lucratividade, mas um conjunto de aspectos que estabeleçam uma relação estreita entre trabalho e qualidade de vida, ambos como peças importantes neste processo viabilizando as relações entre o modo de consumir, pensar e agir do ser humano.Atualmente a Incubadora acompanha quatro iniciativas que passam pelo processo de incubação, sendo que duas delas desenvolvem suas ações econômicas nos espaços das cantinas (módulo I e VII), cedidas pela universidade à incubadora como espaço pedagógico para realização do projeto Cantina Solidária, tendo como principal objetivo fornecer produtos alimentícios levando em consideração o contexto sociocultural no qual estão inseridos contribuindo com o desenvolvimento local do município de Feira de Santana.O projeto Cantina Solidária I- é o primeiro projeto vigente, composto pelo Grupo Companheiras de Mãos Solidárias (Coopermasol), organizado por um grupo de mulheres oriundas de um bairro periférico do centro urbano de Feira de Santana. O grupo encontra - se no período de desincubação e prestes a se formalizar.O projeto Cantina Solidária III- encontra-se em seu primeiro ano de vigência, é formado pelo Grupo Sabores do Quilombo, em sua maioria mulheres, oriundas da zona rural de um distrito de Feira de Santana, remanescentes de uma comunidade quilombola, que, além de priorizar elementos regionais e culturais na produção dos alimentos comercializados nos espaços da cantina, tem como seus fornecedores de matéria-prima, os próprios agricultores da comunidade, fortalecendo a rede de produção e comercialização local.A integração da agricultura familiar com a economia solidária é uma estratégia de distribuição de recursos e de poder, essencial para um desenvolvimento sustentável e mais saudável, fortalecendo a relação campo/cidade, em termos econômicos, sociais e principalmente no que diz respeito aos aspectos culturais.Diante do consumo de alimentos, em sua maioria industrializada, por que não adotar nas cantinas solidárias, uma composição de alimentos mais naturais para os seus frequentadores? Por que não articular/convidar fornecedores de alimentos provenientes da agricultura familiar para a produção de lanches e outros produtos?-Sendo assim, faz-se necessário a investigação e levantamento de informações dos dados pertinentes a este processo seletivo ressaltando-se, mais especificamente, a discussão de uma integração existente entre a agricultura familiar e a economia popular e solidária, a partir da produção de uma alimentação mais saudável no grupo das cantinas solidárias dentro do Campus da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).O presente trabalho faz uma abordagem da execução do plano de pesquisa em iniciação científica durante o ano de 2015/2016 trazendo uma abordagem do período de agosto de 2015 até julho de 2016, organizado em: materiais e métodos pesquisa; sendo considerado apenas para estudo apenas o Projeto Cantina Solidária III, buscando a formação de Redes para produção e comercialização, conforme ressalta Mance (2002); resultados e discussões e as considerações finais.