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A parrhesia como ética/estética da existência em Caim de José Saramago
Author(s) -
Marcos Fellipe Costa Marques,
Alana de Oliveira Freitas El Fahl
Publication year - 2017
Publication title -
a cor das letras
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2594-9675
pISSN - 1415-8973
DOI - 10.13102/cl.v18i1.1689
Subject(s) - humanities , romance , philosophy , art , literature
No último romance do escritor português José Saramago (1922-2010), Caim (2009), o discurso religioso é retomado como tema através de uma releitura paródica de textos bíblicos fundantes da tradição judaico-cristã. No romance, narrador e herói passeiam por cenas bíblicas questionando interpretações sedimentadas na cultura pelas teologias oficiais e dogmas da tradição. As críticas construídas no romance têm como alvo privilegiado os discursos religiosos, sobretudo a moral criada a partir de tais discursos. Este artigo tem como objetivo demonstrar como, no romance Caim a parrhesia, o franco falar, funciona como possibilidade ética diante de construções discursivas monológicas dogmáticas e retóricas. Para isso, discutiremos a relação entre o discurso literário de Saramago e o discurso religioso dogmático, destacaremos a função da paródia para apresentar novas versões de discursos já sedimentados na cultura para enfim discutir o conceito de parrhesia em Michel Foucalt (1926-1984) e possibilidades interpretativas do romance supracitado a partir desse conceito.

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