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Reparar Miúdo, narrar Kékeré - Notas sobre nossa Fotoetnopoética com crianças de terreiros
Author(s) -
Stela Guedes Caputo
Publication year - 2018
Publication title -
revista teias
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 1982-0305
pISSN - 1518-5370
DOI - 10.12957/teias.2018.34443
Subject(s) - humanities , art , philosophy
"O terreiro é o mundo ficando mais bonito". Diz Mene Viana Cardoso, de 3 anos, do Ilê Axé Omi Laare Ìyá Sagbá, um terreiro de candomblé, em Santa Cruz da Serra, Duque de Caxias, na Baixada Fluminese. Os terreiros, entre eles, os terreiros de candomblé, preservaram e ressignificaram modos de vida trazidos do Continente Africano durante a escravização. Conhecimentos sofisticados que atravessaram o Atlântico e foram mantidos e reinventados nesses espaçostempo. Os Estudos com Crianças de Terreiros nascem de duas grandes negações, ou de dois grandes desprezos: o primeiro desprezo é herança hegemônica deixada pelo modo dominante com o qual a modernidade "via" os cotidianos, tidos como lugar de reprodução e saberes menores. O segundo grande desprezo é aquele que marca os estudos da infância nas Ciências Sociais negando a criança como sujeito de conhecimento e participação social, portanto silenciando-as. Em um caminho original, o Grupo de Pesquisa Kékeré (pequeno em yorubá) contraria essa dupla negação para inverter e afirmar que, justamente aquilo que é considerado menor (os cotidianos), e quem é considerado menor ainda (as crianças), são fundamentos vitais para compreender a sociedade em que vivemos, bem como desestabilizar suas lógicas coloniais profundas. A proposta desse artigo é apresentar algumas notas dos caminhos desses estudos. Palavras Chave: Criança. Infância. Pesquisa com os cotidoanos.  Estudos Com Crianças de Terreiro

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