
Marcuse e a nova esquerda em três atos: lições de ontem e hoje | Marcuse and the New Left in three acts: lessons from yesterday and today
Author(s) -
Marco Aurélio Santana,
Igor Tona Peres
Publication year - 2018
Publication title -
em pauta
Language(s) - English
Resource type - Journals
eISSN - 2238-3786
pISSN - 1414-8609
DOI - 10.12957/rep.2018.36699
Subject(s) - humanities , capitalism , ideology , biography , politics , hegemony , philosophy , sociology , art history , art , political science , law
O artigo analisa as formulações de Herbert Marcuse acerca das mobilizações e dos movimentos sociais nos anos 1960. Após uma breve apresentação de sua biografia político-intelectual, que cruza aspectos institucionais e militantes naqueles anos, nos concentramos em três possíveis entradas à sua obra, enfatizando elementos contidos em três de seus escritos mais relevantes no período: O homem unidimensional, Um ensaio sobre a libertação e Contra-revolução e revolta. Do primeiro escrito, destacaremos o diagnóstico pessimista de Marcuse sobre a supremacia da “racionalidade tecnológica” como “ideologia” hegemônica do capitalismo avançado; do segundo, as novas forças subjetivas de “oposição” surgidas a partir da mudança nos ritmos e formas das mobilizações sociais internacionais nos anos 1960 e, por fim, no terceiro, uma análise das forças de reação que se impuseram a estes movimentos.Palavras-Chave: Marcuse; capitalismo avançado; nova esquerda; juventude. Abstract – The article analyzes Herbert Marcuse's formulations on mobilizations and social movements in the 1960s. After a brief presentation of his political-intellectual biography, relating it to institutional and militant aspects in those years, we focus on three possible entries to his work, emphasizing elements contained in three of his most relevant writings in the period: The One-Dimensional Man, An Essay on Liberation, and Counter-Revolution and Rebellion. From the first writing, we will highlight Marcuse's pessimistic diagnosis of the supremacy of “technological rationality” as the hegemonic “ideology” of advanced capitalism; of the second, the new subjective forces of “opposition” arising from the change in the rhythms and forms of international social mobilizations in the 1960s; and finally, in the third, an analysis of the forces of reaction that have been imposed on these movements.Keywords: Herbert Marcuse; advanced capitalism; new left; youth.