
BANALIZAÇÃO DA POBREZA NO BRASIL A PARTIR DAS CONCEPÇÕES DE AMARTYA SEN
Author(s) -
Leilane Serratine Grubba,
Angélica da Silva Corrêa
Publication year - 2019
Publication title -
revista de direito da cidade
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2317-7721
pISSN - 1809-6077
DOI - 10.12957/rdc.2019.35787
Subject(s) - humanities , philosophy , sociology
O artigo tem como tema central a defesa da ideia da banalização da pobreza no Brasil a partir das concepções desenvolvidas por Amartya Sen, com o fito de indagar em que medida o “ser pobre” influencia na exclusão social e na banalização do indivíduo. O objetivo geral é examinar de que maneiras a pobreza poderá privar o ser humano de exercer suas capacidades em diversos espaços e circunstancias em que ele está incluído. A fim de situar o leitor, o trabalho possui dois capítulos, o primeiro focado no conceito de pobreza e seu desenvolvimento, com um olhar sobre o impacto da pobreza no Brasil, assim como, na banalização e exclusão social do pobre; e o segundo, com o enfoque na questão da pobreza como supressão das capacidades a partir das concepções de Amartya Sen. Para tanto, o método de abordagem que servirá de referência para análise das ideias, informações e resultados desta pesquisa é o método dedutivo, juntamente como os métodos de procedimento monográfico e histórico, a fim de ofertar um estudo pontual e específico acerca de uma questão crítica na seara social. Logo a técnica de pesquisa consistirá na bibliográfica. A hipótese apresentada sugere que, embora a trajetória da pobreza apresente características peculiares, conforme as perspectivas de Amartya Sen, é notório que em todos eles há a predominância de situações de empobrecimento, precariedade e de exclusão social de vastos contingentes populacionais. Esse fato, por sua vez, também parece apontar a construção ideológica de uma divisão social, econômica, cultural e política entre ricos e pobres, abastados e destituídos, sob a aparência de normalidade (neutralidade), implicando a ideia de banalização.