
A reconfiguração da Sociologia no Brasil: expansão institucional e mobilidade docente
Author(s) -
Jacob Carlos Lima
Publication year - 2019
Publication title -
interseções
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2317-1456
pISSN - 1517-6088
DOI - 10.12957/irei.2019.42300
Subject(s) - humanities , political science , sociology , philosophy
Este artigo analisa a reconfiguração do campo da Sociologia no Brasil, tendo como recorte a expansão da graduação e da pós-graduação a partir dos anos 1980, que resultou num crescimento sem precedentes da pesquisa social no país. Esse processo se consolidou com a normatização da avaliação da pós-graduação, bem como com a implantação de políticas de fomento à formação e pesquisa e, a partir de 2003, de programas de expansão das universidades públicas, com novas universidades, novos campi, institutos federais e maior democratização do acesso a estudantes de baixa renda, cotistas e outros. Nesse período, houve uma forte renovação geracional propiciada, de um lado, pela abertura de novas vagas nas universidades públicas decorrentes de programas de expansão, como o PROUNI, e, de outro, pela aposentadoria de um número expressivo de professores que participaram da montagem e organização da pós-graduação de Sociologia em diferentes regiões do país. Esse conjunto de situações levou a um processo que estamos chamando de “nacionalização” do campo da Sociologia no Brasil. Nacionalização no sentido da construção de uma cultura acadêmica não mais restrita a pequenos grupos e regiões, mas à sua generalização pelo país de uma forma cada vez mais conectada com o desenvolvimento da disciplina internacionalmente. Para demonstrar essa afirmação utilizamos alguns indicadores: os dados do CCGE, que, por sua vez, utiliza dados da Plataforma Sucupira da Capes e da RAIS sobre número de cursos e titulados no mestrado e doutorado, assim como a situação diante do mercado de trabalho no período 1996-2014. Foram levantados também os cursos de graduação ativos no país a partir de 1933 e seu crescimento até 2018 através do site e-mec do Ministério da Educação. Utilizamos ainda a Plataforma Sucupira da Capes, para obter dados dos docentes disponíveis em todos os programas credenciados da área.