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PENNY DREADFUL: NOS LIMITES DA TRANSGRESSÃO DO GÓTICO
Author(s) -
Auricélio Soares Fernandes
Publication year - 2021
Publication title -
abusões
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-4022
DOI - 10.12957/abusoes.2021.55048
Subject(s) - humanities , art , romance , philosophy , literature
Do ponto de vista narrativo e estético, muitas séries televisivas da atualidade vêm ganhando reconhecimento crítico e acadêmico. O aperfeiçoamento na criação de personagens, gêneros e inovações nas formas de narrar são alguns dos motivos da persistência cultural nas formas seriais audiovisuais. Nessa perspectiva inserimos Penny dreadful, adaptação seriada para a televisão que utiliza personagens da literatura como metáforas para discutir temas-tabu, como o corpo feminino como via demoníaca, sexo e sexualidade, pecados e monstruosidades. Sendo assim, esse artigo tem por objetivo discutir como esse seriado televisivo retrata os variados níveis de transgressão sexual e psicanalítica. O estudo embasou-se primordialmente na análise do personagem Dorian Gray criado por John Logan para a série. Os crimes, pecados e violação de leis tornam-se evidentes ao longo do seriado e através desses diversos atos de transgressão, o personagem materializa algumas convenções do gótico. Como um ser sobrenatural cujas ações refletem a monstruosidade, o personagem da série televisiva adiciona inúmeros outros sentidos ao texto literário do qual se originou, o romance O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde. Para esse estudo, recorremos às contribuições dos estudos do cinema, de Marcel Martin (2011) sobre a linguagem cinematográfica, Botting (1996, 2005), Powell e Smith (2006), Hughes e Spooner (2006) e Wheatley (2006), para discutir sobre o gótico e sobre discussões sobre adaptação recorremos à Hutcheon (2013) e Stam (1992) e (2003).

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