
O diletantismo inglês: o violino na cultura britânica no século XVII
Author(s) -
Marcus Held
Publication year - 2016
Publication title -
revista música
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2238-7625
pISSN - 0103-5525
DOI - 10.11606/rm.v16i1.125017
Subject(s) - humanities , art , philosophy
A música para violino é tema recorrente em diversas pesquisas da musicologia histórica. No entanto, uma abordagem mais detalhada sobre os primeiros passos de seu repertório carece de atenção. Desde seu aparecimento na renascença tardia, a música para violino esteve ligada à música de dança. Seja nas tavernas, nas casas, ou nas ruas, a posição que esse instrumento conquistou na sociedade levou-o a um papel de destaque nas cortes europeias. Na Inglaterra, foco deste artigo, o violino serviu, primeiramente, como instrumento integrante das English Masques e dos consorts reais. Isto deu ao violino e sua família maior autonomia de repertório, de modo que este passou a atuar em gêneros essencialmente instrumentais, como a fantasia-suíte, a sonata e o trio-sonata. Neste estudo, observaremos como o instrumento em questão influenciou o panorama da dança na Inglaterra do século XVII, utilizando-se de obras de compositores representativos daquele período: John Playford (1623-1687) e Peter Prelleur (1705-1741). Em seguida, estudaremos, com mais detalhes, os gêneros citados previamente, a fim de esclarecer a relação do violino para com o estilo italiano em ascensão, bem como sua execução pelos músicos amadores, fundamentais para o desenvolvimento da popularidade e reputação desse instrumento além de sua perpetuação na cultura britânica