
Índice de massa corporal como fator prognóstico para fratura da extremidade proximal do fêmur: um estudo de caso‐controle
Author(s) -
Renato Pagani,
Rodrigo Ernesto Kunz,
Ricardo Girardi,
Marcelo Teodoro Ezequiel Guerra
Publication year - 2014
Publication title -
revista brasileira de ortopedia
Language(s) - English
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.405
H-Index - 16
eISSN - 1982-4378
pISSN - 0102-3616
DOI - 10.1016/j.rbo.2013.08.011
Subject(s) - medicine
ResumoObjetivosComparar o índice de massa corporal (IMC) de pacientes com fratura da extremidade proximal do fêmur com o IMC de pacientes sem história prévia de fraturas.MétodosInvestigamos pacientes de ambos os sexos, com 65 anos ou mais, internados no Hospital Independência, no Hospital Beneficência Portuguesa e no Hospital Universitário Ulbra, de dezembro de 2007 a dezembro de 2010, com história de trauma de baixa energia, como, por exemplo, quedas da própria altura, em relação aos pacientes da mesma idade e sem história prévia de fraturas da extremidade proximal do fêmur (n=89) atendidos no serviço ambulatorial de geriatria da Sociedade Porto‐Alegrense de Auxílio aos Necessitados (Spaan).ResultadosA faixa etária dos pacientes com fratura da extremidade proximal do fêmur variou de 65 a 96 anos (média: 77,58). O principal tipo de fratura foi a trocantérica (47; 62,2%), seguida da do colo de fêmur (27; 36%). Entre os pacientes que apresentaram fratura da extremidade proximal do fêmur, 12% tinham baixo peso, 62,7%, peso normal, 24%, sobrepeso e 1,3%, obesidade. Entre os pacientes sem história de fratura, 5,6% apresentaram baixo peso, 43,8%, peso normal, 33,7%, sobrepeso e 9,8%, obesidade. Verificou‐se que os pacientes com fraturas da extremidade proximal do fêmur (n=75) apresentaram IMC médio de 22,6, enquanto os pacientes sem fraturas apresentaram IMC médio de 25,5.ConclusãoOs pacientes do grupo com fratura são significativamente mais altos do que os do grupo sem fratura e apresentam IMC significativamente inferior ao do grupo sem fratura.AbstractObjectivesTo compare the body mass index (BMI) of patients with fracturing of the proximal extremity of the femur with the BMI of patients without any previous history of fractures.MethodsWe investigated patients of both sexes, aged 65 years or over, who were admitted to Hospital Independência, Hospital Beneficência Portuguesa or ULBRA University Hospital, between December 2007 and December 2010, with histories of low‐energy trauma such as falling from a standing position. These individuals were compared with patients of the same age but without any history of fracturing of the proximal extremity of the femur (n=89), who were attended at the geriatrics outpatient clinic of the Sociedade Porto‐Alegrense de Auxílio aos Necessitados (SPAAN).ResultsThe age group of the patients with fracturing of the proximal extremity of the femur ranged from 65 to 96 years (mean: 77.58). The main type of fracture was trochanteric (47; 62.2%), followed by femoral neck fractures (27; 36%). Among the patients who presented fracturing of the proximal extremity of the femur, 12% had low weight; 62.7%, normal weight; 24%, overweight; and 1.3%, obesity. Among the patients without any history of fractures, 5.6% presented low weight; 43.8%, normal weight; 33.7%, overweight; and 9.8%, obesity. It was observed that the patients with fracturing of the proximal extremity of the femur (n=75) presented a mean BMI of 22.6, while the patients without fractures presented a mean BMI of 25.5.ConclusionThe patients in the group with fractures were significantly taller than those in the group without fractures and presented significantly lower BMI than those in the group without fractures