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Para (re)colocar um problema: a militância em questão
Author(s) -
André Luis Leite F. Sales,
Flávio Fernandes Fontes,
Sílvio Yasui
Publication year - 2018
Publication title -
temas em psicologia
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2175-3652
pISSN - 1413-389X
DOI - 10.9788/tp2018.2-02pt
Subject(s) - philosophy
Mesmo usado com frequencia em literatura cientifica e no cotidiano de partidos e movimentos sociais, sao escassas as definicoes do termo militância. Nosso objetivo e reconduzir a ideia de militância a condicao de problema. Atraves de uma revisao de literatura nacional, mostramos que o vocabulo e empregado ora como adjetivo, ora como substantivo. Propomos definir militância como metodologia para produzir acoes coletivas a fim de intervir, ou interferir, nas normas sociais vigentes. Essa metodologia privilegia como estruturas organizativas os partidos, os diretorios, as centrais sindicais e afins. O modo de funcionamento destas e marcado pela disciplina e visa produzir docilidade, comprometimento e obediencia. Apresentamos em seguida como os Novos Movimentos Sociais (NMS) produziram alternativas taticas e organizativas a militância. Prezando por relacoes horizontalizadas; operando em redes descentralizadas e autonomas; reconhecendo a pluralidade dos interesses de seus atores, os NMS tem ocupado ruas e reinventado os repertorios de acao e de protesto. O termo “ativismo” e sugerido para designar essa outra metodologia. Ao diferenciar ativismo e militância objetivamos recolocar os problemas ligados ao campo da participacao social, da contestacao e dos protestos.

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