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A mente comunicativa - Per Aage Brandt
Author(s) -
Ana Margarida Abrantes,
Sandra Cavalcante,
André Luiz Souza
Publication year - 2014
Publication title -
scripta
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2358-3428
pISSN - 1516-4039
DOI - 10.5752/9445
Subject(s) - mathematics , humanities , philosophy
* Entrevista realizada por Ana Margarida Abrantes, Sandra Cavalcante e André L. Souza (Orgs.). deve ser relacionado com o estudo do significado, desenvolvido no pensamento, na linguagem, na comunicação, nas práticas sociais, nas culturas e ao longo da história da nossa espécie ‘simbólica’, desde os estádios primordiais da nossa evolução semiótica. O que haviam sido as ambições do movimento intelectual dos estruturalistas nos anos sessenta transformou-se e ampliou-se naquilo que são as ambições da semiótica cognitiva no presente. Manteve-se a perspetiva de uma transformação das ‘ciências humanas’ num conjunto de estudos do significado, na sua condição corpórea, situacional, material, mas sempre relacionado com a mente que nos ‘habita’, com a atividade mental, o imaginário, a memória, as emoções, a lógica natural, a narrativa, a poética, a retórica, a estética – em suma, a semiótica, em todas as suas dimensões. O que torna a semiótica cognitiva é o facto de que ela já não considera o ‘discurso’ como a sua base ontológica, mas antes pretende ir mais além, analisando a arquitetura geradora de significado da mente humana e da consciência: a cognição. A forma como pensamos e sentimos é considerada na sua relação direta com a forma como significamos – para nós e para os outros. Tudo se torna diferente, nesta perspetiva. Assim, para mim, a semiótica cognitiva não é Per Aage Brandt foi o fundador e diretor do Centro de Semiótica da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, onde ensinou durante trinta anos. Enquanto professor de ciências cognitivas na Case Western Reserve University, criou o Centro de Cognição e Cultura e dirigiu a equipa editorial da revista Cognitive Semiotics. Com inúmeras publicações nas áreas de semiótica, linguística, teoria da literatura e filosofia, publicou igualmente vários volumes de poesia. Nesta entrevista, Brandt combina a sua experiência de investigação e a sua perspectiva estética na abordagem de questões acerca da natureza e desenvolvimento da semiótica cognitiva, sobre pontes possíveis entre as ciências e as humanidades e, ainda, sobre o desafio de compreender a natureza humana.

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