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RÉPLICA AOS COMENTÁRIOS
Author(s) -
Alfredo Pereira Junior
Publication year - 2015
Language(s) - Portuguese
DOI - 10.5555/k.v7i14.5587
Agradeço imensamente aos colegas e amigos pela atenção ao meu trabalho, pelos questionamentos, críticas e – como bônus – frutíferas comparações com abordagens de outros autores, possivelmente mais qualificados, e certamente mais influentes no cenário contemporâneo da Filosofia da Mente (e/ou da emergente área de Teoria da Consciência). Como o artigo alvo da discussão não contém uma plena exposição da proposta do Monismo de Triplo Aspecto (MTA), antes de replicar a cada comentador farei uma breve exposição do arcabouço filosófico adotado. Assumo, como Velmans (2009), uma postura realista crítica, para a qual a experiência fenomênica nos revela traços da estrutura do mundo. Teorias científicas e filosóficas são elaborações desta experiência, com o uso da linguagem para representar características atribuídas à realidade. Mesmo quando corretamente direcionadas (conforme avaliações dos próprios pesquisadores), as teorias não deixaram de ser falíveis, contendo erros e equívocos, que podem ser evidenciados e eventualmente corrigidos, a partir de debates como o aqui travado. Estamos deflagrando um processo intersubjetivo intencionalmente voltado para uma aproximação àqueles que julgamos ser os princípios constituintes da realidade. Não podemos conhecer todos os detalhes do real, mas podemos oferecer conjecturas a respeito de seus princípios fundamentais; podemos ainda relacionar tais conjecturas com ações práticas bem sucedidas, que nos sugerem a utilidade dos princípios para se orientar a própria experiência. Enfim, a construção do conhecimento filosófico e científico pode ser considerada como um processo de auto-organização da experiência fenomênica. Não há, portanto, a possibilidade de se situar em perspectiva superior à experiência e analisá-la tomando um referencial absoluto; a construção do conhecimento filosófico e científico se faz por ciclos reflexivos no domínio da experiência. O conceito de consciência aqui defendido implica, novamente com Velmans (2009), uma reflexividade do real, pela qual sistemas conscientes percebem e reelaboram os elementos dos quais são constituídos. Podemos (talvez trivialmente)

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