CONSCIÊNCIA COMO ATRIBUTO CEREBRAL: UMA RÉPLICA A O CONCEITO DE SENTIMENTO NO MONISMO DE TRIPLO ASPECTO
Author(s) -
Armando Freitas da Rocha
Publication year - 2015
Language(s) - Portuguese
DOI - 10.5555/k.v7i14.5586
A necessidade ou não da crença na sobrevivência do Eu após a morte inspira o dualismo ou monismo, respectivamente. A imortalidade do Eu não é passível de observação empírica e, portanto fica restrita ao campo das crenças. Nesse contexto, a imortalidade é plausível e suportada por uma coerência sintática de qualquer raciocínio lógico ou linguístico, mas não por uma coerência semântica. A aparente dualidade mente (alma) e corpo gerada pela enorme distinção entre matéria (substância) e energia (movimento) também colabora para manter viva a discussão monismo versus dualismo. Mas a ciência moderna, principalmente a física, tem contribuído para mostrar que essa distinção não se deve a existência de duas entidades distintas, mas apenas a manifestações modais da mesma entidade. A matéria como estudada pela física clássica obedece a leis distintas daquelas que influenciam a dinâmica das partículas como estudada pela física quântica. Mas nesse contexto, corpo e mente interagem da mesma maneira pela qual partículas interagem na constituição da matéria. Não há dualismo. No início desse milênio a ciência começou a discutir a possibilidade do desenvolvimento de computadores quânticos (BENNET & DIVINCENZO, 2000; BOUWMEESTER & ZEILIGNER, 2000; CIRAC & ZOLLER, 2000; ROCHA et al, 2002, 2004 e 2005; ROCHA & ROCHA, 2010). Os computadores atuais o processamento da informação depende de alterações de estados binários de máxima ou mínima energia do processador. A unidade de informação é o bit que mede a máxima incerteza na determinação desses estados. A indeterminação de estados na física quântica gera a possibilidade da criação de processadores de múltiplos estados ao incluir também os estados intermediários entre os estados de máxima e mínima energia. A unidade de informação é o qbit cujo valor depende do número de estados intermediários (Figura1).
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