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NOTAS SOBRE O MONISMO DE TRIPLO ASPECTO
Author(s) -
Vinicius Jonas de Aguiar
Publication year - 2015
Language(s) - Portuguese
DOI - 10.5555/k.v7i14.5583
Tendo já escrito um trabalho que discute, em parte, o Monismo de Triplo Aspecto (MTA) (AGUIAR, 2015), aproveito o espaço deste comentário crítico para levantar alguns pontos que não tive a oportunidade de tratar em minha pesquisa e que Pereira Jr. também não enfatiza no artigo “O Conceito de Sentimento no Monismo de Triplo Aspecto”. Portanto, no texto que se segue o leitor encontrará exemplos que podem reforçar algumas teses do MTA, e questões que podem contribuir para esclarecer alguns pontos daquela teoria, abrindo, assim, novas possibilidades de aplicação desta ontologia. Entendemos que o MTA apresenta, logo de partida, uma vantagem que é estar ancorado em conceitos filosóficos e científicos contemporâneos, o que permite acomodar diferentes explicações sobre um mesmo fenômeno sem perder o rigor conceitual e, assim, correr o risco de trivializar as explicações. Apesar da versatilidade dessa proposta, no que diz respeito à consciência o MTA privilegia explicitamente o papel do sentimento. Segundo Pereira Jr., por conta da dificuldade em tratar dos sentimentos utilizando a linguagem filosófica, a relevância dos sentimentos para nossa vida mental ficou relegada principalmente às artes e à religião que, de forma geral, enfatizam exatamente o sentimento em detrimento da cognição e do discurso lógico. Contudo, o autor encontra em dados recentes da Neurociência Afetiva e na Psiquiatria (por exemplo, ALMADA et al., 2013; DAMÁSIO, 2000) em particular na ideia de Eu sentiente, a possibilidade de reformularmos nossa compreensão da vida mental, em especial da vida mental consciente, de modo a devolver ao sentimento o espaço que lhe é de direito. Mais do que uma retomada de uma postura filosófica que enfatiza o papel dos sentimentos, como em Kierkegaard (2010), Schopenhauer (2004) e Nietzsche (2005), Pereira Jr. argumenta que, por esse caminho, podemos ultrapassar pela tangente o conhecido hard problem da consciência (CHALMERS, 1996). Antes de adentrarmos o problema da consciência de fato, vejamos uma importante distinção adotada no MTA, qual seja: a distinção entre matéria/energia e forma/informação, ou entre 1o e 2o aspectos, se preferirem. Se tomarmos, por exemplo,

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