ESTUDO HOPE (HEART OUTCOMES PREVENTION EVALUATION): USO DE RAMIPRIL NA PREVENÇÃO DE EVENTOS CARDIOVASCULARES EM PACIENTES DE ALTO RISCO. REVISÃO DE UM CLÁSSICO.
Author(s) -
Larissa Oliveira Rengel Santos,
Tabatha Nakakogue,
Maurício Carvalho
Publication year - 2015
Publication title -
revista médica da ufpr
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2447-3308
pISSN - 2358-193X
DOI - 10.5380/rmu.v2i1.40675
Subject(s) - medicine , ramipril , blood pressure
Nos ultimos anos, o tratamento da insuficiencia cardiaca (IC) adquiriu especial relevância nao apenas na cardiologia, mas tambem na Clinica Medica. Houve varios avancos terapeuticos, proporcionados por grandes ensaios terapeuticos. Em 1987, o estudo CONSENSUS2 demonstrou que a introducao de enalapril para pacientes portadores de IC grave (classe IV da NYHA) diminuiu (apos 6 a 12 meses de acompanhamento) a mortalidade global em 27%. Em 1991, o estudo SOLVD3 evidenciou que a utilizacao de inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), em pacientes sintomaticos com classe funcional II/III e fracao de ejecao (FE) diminuida, foi capaz de reduzir significantemente a mortalidade. Logo a seguir, em 1992 (SOLVD prevencao)4, foi demonstrado que, em pacientes portadores de disfuncao ventricular esquerda (<35%) completamente assintomaticos, o uso de inibidores da ECA preveniu a progressao da doenca, melhorou a funcao cardiaca e reduziu significativamente o numero de internacoes. Neste contexto, o estudo HOPE teve como premissa a ideia de que o sistema renina-angiotensina-aldosterona estava envolvido na progressao da IC e da aterosclerose, sendo responsavel por maior numero de eventos cardiovasculares. No planejamento do estudo, as seguintes hipoteses seriam testadas: 1) Os IECA previnem eventos cardiovasculares mesmo se FE preservada; 2) Previnem AVE pela queda de PA; 3) Previnem complicacoes relacionadas ao diabetes mellitus (DM). O design do HOPE foi duplo cego, randomizado, 2x2 fatorial, controlado e multicentrico, com duracao prevista de 5 anos. No HOPE, a vitamina E tambem foi testada, de modo isolado e associada ao ramipril (resultados nao se mostraram significativos). Foram incluidos 9541 pacientes, com 55 anos ou mais, historia de doenca arterial coronariana (DAC), acidente vascular encefalico (AVE), doenca arterial oclusiva periferica (DAOP) ou DM alem de outro fator de risco (hipertensao, hipercolesterolemia, tabagismo ou microalbuminuria documentada). Os criterios de exclusao foram: fracao de ejecao < 40%; uso de IECA ou de vitamina E; HAS sem controle; nefropatia previa ou IAM ou AVE nas 4 semanas antes do estudo. JOURNAL CLUB
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