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Mesilato de imatinib induzindo derrame pleural bilateral e tamponamento cardíaco
Author(s) -
Rodrigo Melo Kulchetski,
Aline Cristini Vieira,
Victor Borsani S. Cury,
Felipe Dunin dos Santos,
Gustavo Lenci Marques,
Francisco Luis Gomide Mafra Magalhães
Publication year - 2015
Publication title -
revista médica da ufpr
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2447-3308
pISSN - 2358-193X
DOI - 10.5380/rmu.v2i1.40674
Subject(s) - medicine , gynecology , surgery
Introducao: A leucemia mieloide cronica (LMC) e uma patologia marcada pela sintese de uma tirosina quinase BCR-ABL constitucionalmente ativa. Com o surgimento dos inibidores da tirosina quinase houve uma grande melhora no prognostico dos pacientes com o tratamento da LMC. A ocorrencia de derrame pleural e pericardico e mais descrita com o uso do dasatinibe, sendo rara com o uso do imatinibe e nilotinibe. Devido a raridade do caso, iremos apresentar um relato de uma paciente de 19 anos em uso de imatinib, a qual apresentou efusoes pleural e pericardica relacionadas a terapia. Relato: Paciente do sexo feminino, 19 anos, apresenta-se ao Pronto Atendimento do Hospital de Clinicas da UFPR em julho de 2012 com queixa de dispneia e dor toracica ventilatorio-dependente, com piora nos ultimos cinco dias. Ao exame, observou-se murmurio vesicular diminuido bilateralmente em bases, bulhas cardiacas hipofoneticas, abdome ascitico e edema de membros inferiores abaixo dos joelhos. Foram solicitados exames complementares que demonstraram derrame pericardico importante associado a tamponamento cardiaco, necessitando de janela pericardica. Seis dias apos o ocorrido a paciente foi reavaliada e internada, sendo submetida a drenagem toracica fechada, com drenagem de 2450 ml no total de 9 dias de internamento. A paciente tinha o diagnostico de LMC t(9,22) desde 2008, tendo sido iniciado o tratamento com Gleevec® 400 mg/dia em marco de 2009, tendo sido acompanhada e tendo apresentado apenas efeitos colaterais aceitaveis; a dose da medicacao fora mantida ate novembro de 2011 quando se optou por aumentar a dose para 600 mg/dia gracas a uma resposta molecular subotima. Apos a resolucao e investigacao do quadro, outras causas foram excluidas e optou-se pela introducao do nilotinibe para controle da doenca. Conclusao: Este relato ressalta a relevância dos efeitos adversos relacionados ao uso do imatinib no tratamento da LMC.

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