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O que determina o número de candidatos em uma eleição?
Author(s) -
Mauro Rodrigues
Publication year - 2011
Publication title -
revista economia and tecnologia
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2238-4715
pISSN - 2238-1988
DOI - 10.5380/ret.v7i2.26833
Subject(s) - humanities , art , political science
O interesse de economistas em questões políticas vem crescendo rapidamente nos últimos anos. Em particular, pergunta-se porque certas eleições possuem mais candidatos que outras. Por exemplo, em 2004, 4 pessoas apresentaram candidatura para prefeito na eleição de primeiro turno em São Paulo; no mesmo ano, um único candidato concorreu (e venceu) a eleição de Bom Jardim da Serra (SC). A pesquisa acadêmica sobre o tema apresenta duas principais explicações. A primeira enfatiza que a estrutura institucional determina o número de candidatos. Por exemplo, a presença de eleições diretas em um único turno tenderia a reduzir a entrada de candidatos. Esta é uma justificativa frequentemente mencionada para a persistência de eleições com apenas dois candidatos para a presidência dos Estados Unidos. Por outro lado, pleitos em que há possibilidade de segundo turno como nas eleições para governador e presidente no Brasil atrairiam um número maior de competidores. Uma segunda linha de pesquisa enfatiza a heterogeneidade social como explicação para o número de candidatos. Mais especificamente, a presença de grupos distintos em uma sociedade (por exemplo, por conta de diferenças raciais, religiosas ou de renda) motivaria o aparecimento de representantes políticos para cada um destes grupos. Sociedades mais homogêneas, desta forma, apresentariam poucos candidatos por eleição. Pesquisadores têm testado estas teorias, utilizando principalmente dados de eleições presidenciais de diversos países. Em geral, conclui-se que uma mistura destas duas teorias explica relativamente bem as diferenças no número de candidatos entre países. Mais especificamente, uma maior heterogeneidade social tenderia a produzir mais candidatos, porém somente em sociedades com eleições em dois turnos. Isto levou diversos acadêmicos a argumentar que este sistema permitiria uma maior representatividade, em eleições democráticas, aos diversos grupos de uma sociedade. O principal problema destes estudos está na possibilidade de os países determinarem suas próprias regras eleitorais. Por exemplo, uma elite política forte (por si só um fator que limita o número de candidatos) poderia manipular o sistema eleitoral de modo a dificultar a entrada de novos competidores políticos. Em outras palavras, o uso de dados de países não

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