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Predicados de gosto pessoal em português brasileiro: individual ou stage level predicates?
Author(s) -
Mariishimoto Marques,
Renato Miguel Basso
Publication year - 2017
Publication title -
revista letras
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2236-0999
pISSN - 0100-0888
DOI - 10.5380/rel.v96i0.51035
Subject(s) - philosophy , linguistics , humanities , combinatorics , biology , mathematics
Em seu trabalho A Judge-Free Semantics for Predicates of Personal Taste (2012), Pearson propoe uma abordagem semântica para os chamados predicados de gosto pessoal (PGP) e os problemas trazidos por eles. Um dos principais pilares de sua proposta e considerar que os PGPs pertencam ao grupo dos individual level predicates (ILP), ou seja, predicados que expressam caracteristicas inerentes ao individuo com o qual se combinam, em oposicao aos stage level predicates (SLP), que expressam caracteristicas transitorias do individuo com o qual se combinam. Um exemplo de ILP seria “alto”, enquanto um de SLP seria “doente”. Para demonstrar que os predicados de gosto sao de fato ILPs, a autora apresenta uma serie de testes que, segundo ela, comprovam que esses predicados se comportam como os ILPs. Todos os testes apresentados sao realizados em ingles e funcionam nessa lingua. No entanto, ao tentarmos reproduzir os mesmos testes em portugues brasileiro (PB), vemos que eles nao funcionam tao bem, ou seja, parece que os PGPs em PB nao se comportam exatamente como os ILPs, como Pearson havia afirmado. Uma possivel razao que explica o nao-funcionamento dos testes em PB e a diferenciacao entre “ser” e “estar” que esta lingua apresenta e que o ingles nao, algo que interfere bastante nos exemplos trazidos por Pearson para a realizacao dos testes. Nossa proposta, entao, e analisar se os PGPs sao realmente ILPs como diz a autora, desta vez para uma lingua como o PB, o que significa reavaliar os testes propostos ou propor outros mais adequados. Em seu trabalho A Judge-Free Semantics for Predicates of Personal Taste (2012), Pearson propoe uma abordagem semântica para os chamados predicados de gosto pessoal (PGP) e os problemas trazidos por eles. Um dos principais pilares de sua proposta e considerar que os PGPs pertencam ao grupo dos individual level predicates (ILP), ou seja, predicados que expressam caracteristicas inerentes ao individuo com o qual se combinam, em oposicao aos stage level predicates (SLP), que expressam caracteristicas transitorias do individuo com o qual se combinam. Um exemplo de ILP seria “alto”, enquanto um de SLP seria “doente”. Para demonstrar que os predicados de gosto sao de fato ILPs, a autora apresenta uma serie de testes que, segundo ela, comprovam que esses predicados se comportam como os ILPs. Todos os testes apresentados sao realizados em ingles e funcionam nessa lingua. No entanto, ao tentarmos reproduzir os mesmos testes em portugues brasileiro (PB), vemos que eles nao funcionam tao bem, ou seja, parece que os PGPs em PB nao se comportam exatamente como os ILPs, como Pearson havia afirmado. Uma possivel razao que explica o nao-funcionamento dos testes em PB e a diferenciacao entre “ser” e “estar” que esta lingua apresenta e que o ingles nao, algo que interfere bastante nos exemplos trazidos por Pearson para a realizacao dos testes. Nossa proposta, entao, e analisar se os PGPs sao realmente ILPs como diz a autora, desta vez para uma lingua como o PB, o que significa reavaliar os testes propostos ou propor outros mais adequados.

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