Plotino e o ceticismo
Author(s) -
Maurício Pagotto Marsola
Publication year - 2007
Publication title -
doispontos
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2179-7412
pISSN - 1807-3883
DOI - 10.5380/dp.v4i2.8282
Subject(s) - humanities , philosophy
Normal 0 21 O que segue e apenas o conjunto de algumas hipoteses de trabalho a respeito da presenca de argumentos ceticos nas Eneadas , particularmente no tratado V 3 [49]. O ceticismo apresenta-se no interior de um variegado de argumentos dos quais Plotino se vale contra teses que ele pretende criticar. Tais teses dizem respeito: a) ao conhecimento sensivel, toma do como fonte do conhecimento verdadeiro, cujo questionamento leva Plotino a compreender que a verdade situa-se em outra instância que nao a esfera do sensivel; b) a identidade entre o Intelecto e seu conteudo, no plano inteligivel; c) ao questionamento da possibilidade de que o Intelecto divino, em seu sentido aristotelico, seja o principio primeiro da realidade; d) a problematica da inefabilidade do Primeiro Principio. Nossa estrategia sera a de: a) abordarmos algumas hipoteses acerca da estrutura do inteligivel e da possibilidade do conhecimento de si, identificando quais sao os usos plotinianos de tal estrutura e como ela pode ser mobilizada na critica ao Intelecto, se tomado como principio. Desse problema decorre b) a identificacao da presenca do ceticismo na questao da negatividade fundamental do Primeiro Principio inefavel, que denota a impossibilidade absoluta de introduzir qualquer relacao de alteridade e exterioridade provindas de nossas afeccoes, em nosso discurso sobre o Uno. Tais referencias ao ceticismo levam-nos a considerar seu papel, como modus operandi , no interior da metodologia filosofica plotiniana. Nossa preocupacao, portanto, e essencialmente metodologica.
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