O triângulo geral de Locke e a consideração parcial de Berkeley
Author(s) -
Bento Prado Neto
Publication year - 2004
Publication title -
doispontos
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2179-7412
pISSN - 1807-3883
DOI - 10.5380/dp.v1i2.1932
Subject(s) - philosophy , abstraction , humanities , epistemology
resumo São variadas as interpretações da crítica berkeleyana às idéias abstratas, mas elas costumam concordar na tese de que essa crítica gira em torno da natureza das "idéias". Isto é, se "idéia" for o mesmo que "imagem", então a abstração lockeana é impossível, caso contrário, não. Neste artigo eu procuro mostrar que essa crítica não depende de idéia ser ou não uma imagem e que Locke está parcialmente consciente do problema levantado por Berkeley. palavras-chave Locke - Berkeley - abstração - idéia - geral - imagem São variados os diagnósticos oferecidos pelos comentadores acerca da crítica de Berkeley à teoria lockeana da abstração, mas, de um modo geral, costuma-se fazer a questão da validade dessa crítica girar em torno de uma outra questão - a de saber se Locke é "imagista" ou não 1 .A idéia básica que subtende os diversos diagnósticos é, portanto, a de que a crítica consiste em mostrar que idéias, sendo imagens, não podem ser separadas como a teoria lockeana da abstração pede que elas o sejam. O que eu gostaria de sustentar, aqui, é que a crítica se impõe independente- mente de "idéia" ser ou não, para Locke, equivalente a "imagem". Para ser mais preciso, essa crítica impõe-se a partir do vocabulário concei- tual básico do Ensaio de Locke, isto é, a partir do chamado "composi- cionalismo" (a classificação das idéias em simples e complexas) - e, de certa forma, o próprio Locke tem consciência da dificuldade levantada por Berkeley.
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