MENSURAÇÃO DOS NÍVEIS SÉRICOS DE CORTISOL E DE LACTATO DESIDROGENASE COMO INDICADORES DE ESTRESSE EM CUTIA (Dasyprocta azarae)
Author(s) -
Alexandra Acco
Publication year - 1998
Publication title -
archives of veterinary science
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.15
H-Index - 9
eISSN - 2317-6822
pISSN - 1517-784X
DOI - 10.5380/avs.v3i1.3769
Subject(s) - fight or flight response , biology , medicine , humanities , art , biochemistry , gene
O estresse e uma sindrome que acomete animais selvagens, e em particular, aqueles de vida cativa. Associada ao estresse esta a miopatia de captura, enfermidade capaz de produzir lesoes sistemicas que levam os animais rapidamente a obito. Em ambas as circunstâncias ocorrem alteracoes hormonais e enzimaticas. O presente trabalho objetivou mensurar niveis sericos de cortisol e de lactato desidrogenase (LDH) como indicadores de estresse em cutias (Dasyprocta azarae), animal tipico de fauna paranaense e que possui importante acao ambiental como dispersor de sementes. Foram utilizadas 28 cutias, sendo cinco provenientes do Zoologico Municipal de Curitiba (ZMC) e 23 do Criadouro Cientifico do Museu de Historia Natural de Curitiba, Capao da Imbuia (MHN). Os animais foram mantidos em jejum por 14 a 16 h e entao contidos farmacologicamente com a associacao de cloridrato de xilazina, cloridrato de cetamina e sulfato de atropina. No 20o min de anestesia procedeu-se a colheita de sangue. O soro foi separado por centrifugacao para subsequente dosagem de LDH atraves de espectrofotometria e de cortisol atraves de radioimunoensaio de fase solida (RIA) de uso humano. Os resultados mostraram nao haver diferenca entre os niveis sericos de LDH quando as variaveis procedencia, sexo, idade e hora de colheita foram analisadas, sendo 259 ± 153.43 UI/L o valor medio. A analise das variaveis hora de colheita e procedencia tambem mostrou nao haver diferenca significativa para os niveis de cortisol. No entanto, nas femeas o valor medio (82,25 ± 58,14 µg/dL) foi significativamente maior do que o valor nos machos (45,11 ± 13,35 µg/dL), sendo a maior diferenca observada entre machos adultos e femeas jovens. O valor de cortisol em uma femea gestante (201,48 µg/dL) foi mais elevado do que a media das demais femeas. Conclui-se que ambos os grupos de cutias deviam estar sendo criados em condicoes adequadas; que os valores de cortisol foram mais elevados em femeas; que a associacao anestesica utilizada foi eficaz para a contencao durante o colheita de sangue; que o kit de RIA de uso humano mostrou-se eficaz para a dosagem de cortisol serico em cutias; que o cortisol nao apresentou ritmo circadiano, e, adicionalmente, foi possivel supor que durante a gestacao de cutias a cortisolemia eleva-se. Unitermos: cutias, Dasyprocta azarae, cortisol, lactato desidrogenase.
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