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INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM MULHERES: BREVE REVISÃO DE FISIOPATOLOGIA, AVALIAÇÃO E TRATAMENTO
Author(s) -
Fernando José Leopoldino Fernandes Cândido,
Thiago Matnei,
Letícia Carollyne Galvão,
Vamilly Leal de Jesus SANTOS,
Maria Clara Bittencourt de Faria Santos,
Andrey Biff Sarris,
Bernardo Passos Sobreiro
Publication year - 2017
Publication title -
visão acadêmica
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 1518-8361
pISSN - 1518-5192
DOI - 10.5380/acd.v18i3.54506
Subject(s) - humanities , medicine , psychology , philosophy
A incontinencia urinaria (IU) e definida como qualquer perda involuntaria de urina que gere desconforto social ou higienico para a paciente e possa ser objetivamente demonstrado. Estudos indicam que ate 40% das mulheres americanas tem algum grau de IU. Para que os pacientes mantenham uma capacidade adequada de continencia urinaria, e necessario que diversos musculos, nervos simpaticos, parassimpaticos e somaticos atuem conjunta e harmonicamente, sendo que a falha de qualquer uma dessas estruturas pode culminar na perda involuntaria de urina. Considerando-se os distintos mecanismos fisiopatologicos e as diferentes clinicas possiveis da IU, ela pode ser subdividida em cinco tipos basicos: a incontinencia de esforco, de urgencia, mista, paradoxal ou continua. Esse disturbio e mais comumente encontrado em mulheres caucasianas e com historia familiar positiva, o que demonstra a participacao de fatores hereditarios em sua etiologia. Dentre os fatores de risco ambientais, podemos citar: idade avancada, pratica de atividades fisicas de alto impacto, grande paridade, obesidade, tabagismo e presenca de algumas doencas cronicas, como diabetes mellitus. De forma geral, os episodios de incontinencia sao responsaveis por grande constrangimento social das pacientes acometidas, podendo comprometer suas vidas na esfera social, psicologica, fisica e economica. Ainda assim, muitas pacientes nao compreendem a IU como uma doenca e acreditam que se trate apenas de uma complicacao natural do ato de envelhecer. Isso e preocupante, pois mascara a real gravidade do problema e faz com que a IU seja subestimada e negligenciada por muitos profissionais de saude. Nas ultimas decadas, diversos tratamentos conservadores foram propostos, como terapias farmacologicas, utilizacao de exercicios especificos, biofeedback e estimulacao eletrica ou magnetica. Apesar disso, a cirurgia ainda e considerada o principal metodo terapeutico para muitas das pacientes acometidas pela IU.

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