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Atividade larvicida do extrato etanólico bruto da casca do caule de Magonia pubescens St. Hil. sobre Culex quinquefasciatus Say (Diptera, Culicidae)
Author(s) -
Valéria de Oliveira Mendes Za,
Heloísa Helena Garcia da Silva,
Regina M. Geris dos Santos,
Ionizete Garcia da Silva
Publication year - 2006
Publication title -
acta biológica paranaense
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2236-1472
pISSN - 0301-2123
DOI - 10.5380/abpr.v35i0.7510
Subject(s) - culex quinquefasciatus , biology , humanities , botany , philosophy , larva , aedes aegypti
Culex quinquefasciatus Say e a especie mais importante na transmissao da Wuchereria bancrofti nas areas em que esse nematoide apresenta periodicidade noturna. Apresenta distribuicao tropicocosmopolita, sendo acentuadamente antropofilico, com comportamento altamente sinantropico e endofilico, com habitos hematofagicos noturnos, principalmente nas horas mais avancadas, coincidindo com o periodo de maior microfilaremia do helminto. Esse mosquito tornou-se o mais conhecido do ser humano, fundamentalmente por atacar e perturbar o seu repouso noturno (CONSOLIN & OLIVEIRA , 1994; FORATINI et al., 2000). No Brasil, o Cx. quinquefasciatus esta muito bem adaptado ao meio urbano, desenvolvendo-se em criadouros naturais e  artificiais, desde a agua limpida ate extremamente poluida, tornando-se uma praga urbana, apresentando maior densidade onde nao ha infraestrutura de saneamento basico. Nas areas com focos de transmissao, varios metodos tem sido integrados para o controle do mosquito e da filariose bancroftiana, como metodos quimicos, fisicos e microbiologicos (SCAFF & GUEIROS, 1968; FRAIHA-NETO, 1993; CALHEIROS et al., 1998; FONTES et al., 1994). A filariose bancroftiana e tambem conhecida por elefantiase e constitui-se num serio problema de saude na Asia, Africa e nas Americas. Nessas areas, estima-se que cerca de 120 milhoes de pessoas estejam infectadas pela W. bancrofti. Esse Nematoda vive nos linfonodos e vasos linfaticos, causando obstrucao e extravasamento de linfa, sendo responsavel pelas manifestacoes clinicas mais graves de membros inferiores e da bolsa escrotal com edema linfatico e queratinizacao cutânea (WHO, 1992 e 1994). A bancroftose no Brasil apresenta uma distribuicao urbana, localizada, principalmente nas cidades litorâneas. Na decada de 50, essa parasitose distribuia-se em oito estados (Alagoas, Amazonas, Bahia, Maranhao, Para,  Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina). Apos essa decada, em funcao das medidas de controle utilizadas contra o vetor e tratamento dos microfilaremicos, inqueritos mostram que a prevalencia persiste nas regioes Norte e Nordeste, nas cidades de Belem, Maceio e Recife (FONTES et al.,2005; DREYER & COELHO, 1997; ROCHA et al., 2000). Os inqueritos sobre a bancroftose sao localizados, por isso coloca em duvidas as areas consideradas atualmente indenes, nos estados do Amazonas, Bahia, Maranhao, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (VIEIRA & COELHO, 1998). Contudo estudos recentes, atraves do indice de infestacao larvaria do C. quinquefasciatus e pela microfilaremia sanguinea, evidenciaram situacao mais problematica na cidade de Recife, com aumento da endemia (DREYER & MEDEIROS, 1990; MACIEL et al., 1996 e 1999; ROCHA et al., 2000, 1998; VIEIRA & COELHO, 1998). As acoes de controle do C. quinquefasciatus sao realizadas com inseticidas quimicos, microbiologicos e manejo ambiental, apenas nos focos de transmissao. Com o aparecimento da resistencia do mosquito a esses produtos (FAILLOUX et al., 1994; WIRTH et al., 1998), o controle da bancroftose tem sido centrado no diagnostico, tratamento de microfilaremicos e na conscientizacao sanitaria da populacao (SCAFF & GUEIROS, 1968; DREYER & DREYER, 2000; VIEIRA & COELHO, 1998). Inseticidas de origem botânica tem sido investigados como alternativa para controle do C. quinquefasciatus. Assim, CHAHAD & BOOF (1994) mostraram atividade larvicida de extratos de pimenta preta sobre o quarto estadio desse mosquito. A Azadirachta indica tem sido estudada por diversos autores, que demonstraram potencialidade dessa planta como larvicida para o C. quinquefasciatus (RAO et al., 1992; SAGAR & SEHGAL,1996; SCOTT & KAUSHIK, 1998; SU & MULLA, 1998; EL-HAG et al., 1999). Com relacao a plantas do Cerrado, o primeiro trabalho mostrando potencialidade larvicida do extrato bruto etanolico da Magonia pubescens foi o de SILVA et al. (1996) trabalhando com o Aedes aegypti e, GUIMARAES et al. (2001) realizaram bioensaios no campo com essa planta, correlacionando a atividade com o tipo de criadouro. Estudos mais detalhados da toxicidade foram feitos por SILVA et al. (2003) e ARRUDA et al. (2003a,b). Isso abriu perspectivas de estudos para o C. quinquefasciatus, na busca de novas alternativas para as acoes de controle desse culicineo.

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