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Como idosos hipertensos e diabéticos que moram sozinhos cuidam desses agravos?
Author(s) -
Natália Viega de Souza Schmitz,
Ananyr Porto Fajardo
Publication year - 2016
Publication title -
revista brasileira de ciências do envelhecimento humano
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2317-6695
pISSN - 1679-7930
DOI - 10.5335/rbceh.v13i2.5776
Subject(s) - gerontology , medicine , humanities , philosophy
Atualmente, observa-se, com o aumento da expectativa de vida, um crescimento exponencial da proporção de pessoas idosas. A taxa de fecundidade diminuiu e, com os novos arranjos familiares, o número de idosos que moram sozinhos no Brasil mais do que duplicou entre 1992 e 2012, segundo dados mais recentes. Paralelamente, doenças crônicas, como hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus, atingem essa população em grande escala, constituindo fator de risco fundamental para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Os idosos requerem proteção e um olhar atento das políticas públicas e dos serviços de saúde, portanto, passa a ser necessário conhecer sua realidade de vida. Esta investigação objetivou conhecer como idosos hipertensos e diabéticos inscritos no Sistema de Acompanhamento e Cadastramento de Pacientes Hipertensos e Diabéticos do Sistema de Informações do Serviço de Saúde Comunitária, que vivem sozinhos no território adscrito da Unidade de Saúde Vila Floresta/Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, RS, cuidam desses agra¬vos, tendo sido identificados vinte possí¬veis participantes. Foi desenvolvida uma pesquisa qualitativa, exploratória, cujos dados foram coletados mediante entrevistas semiestruturadas com oito indivíduos. Foram constituídas quatro categorias de análise relacionadas ao autocuidado: rede de apoio, principalmente acionando família e alguns serviços na comunidade, atividades da vida diária, desenvolvidas pelos próprios indivíduos e com auxílio de familiares, estilo de vida, destacando-se a dieta e a realização de caminhadas, terapêutica medicamentosa, evidenciando polifarmácia. Em vista dos resultados, considera-se necessário desenvolver novas estratégias políticas e ações educativas para fortalecimento do autocuidado voltado à prevenção e à promoção da saúde, potencializando as habilidades e os desejos dos sujeitos envolvidos

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