z-logo
open-access-imgOpen Access
Henry David Thoreau’s Walden: Immigration, Ecocriticism, and Otherness
Author(s) -
Reinaldo Francisco Silva
Publication year - 2020
Publication title -
anglo saxónica/anglo saxónica
Language(s) - English
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.103
0
eISSN - 2184-6006
pISSN - 0873-0628
DOI - 10.5334/as.7
Subject(s) - irish , battle , eugenics , immigration , rhetoric , ecocriticism , nothing , racism , dream , history , sociology , religious studies , literature , philosophy , art , gender studies , law , political science , theology , psychology , linguistics , archaeology , epistemology , neuroscience
This essay aims at revisiting Henry David Thoreau’s Walden (1854), especially the episode in chapter X, “Baker Farm,” where Thoreau introduces the reader to an Irish immigrant, John Field. A hard-working farmer, Field thinks he is moving his way up the American social ladder and, presumably, dream, when, in fact, Thoreau tells us he is toiling just to feed unnecessary body needs. Whereas Field views his coming to America as a blessing for he could purchase these commodities, Thoreau notes that “the only true America is that country where you are at liberty to pursue such a mode of life as may enable you to do without these.” This episode will assist me in my discussion of Thoreau’s environmental concerns by way of focusing on Otherness – in this case, an Irishman, a victim of the Hungry Forties. I will attempt to show Thoreau as a man complicit with racial stereotyping considering that in this passage he viewed the Irish as slovenly, dirty, imbecile, and good-for-nothing. Throughout the nineteenth-century, such racial stereotyping would be extended to other ethnic minorities arriving at the turn-of-the-century and a subject of inquiry by ethnologists and sociologists. The Irish, who had to fight for their whiteness, were not alone in this battle considering that Southern Europeans – with the Portuguese, in particular – were said to possess “some negro blood,” as Donald Taft has argued in Two Portuguese Communities in New England (1923). This rhetoric would be later on fine-tuned during the Eugenics movement in the 1920s and culminating in the Holocaust during World War II. My contention in this essay is that Thoreau was complicit with America’s paranoia about the boundaries of whiteness. Resumo O presente ensaio propoe-se revisitar a obra de Henry David Thoreau, Walden, publicada em 1854, sobretudo o episodio no capitulo X, “Baker Farm,” onde Thoreau nos apresenta um emigrante irlandes, John Field. Um trabalhador incansavel, Field julga estar a subir a pulso na vida na sociedade norte-americana e, presumivelmente, a concretizar o sonho americano, quando, de facto, Thoreau diz-nos que ele esta simplesmente a labutar para satisfazer necessidades corporais desnecessarias. Enquanto Field entende que a sua vinda para a America foi uma bencao, na medida em que agora podia adquirir estes generos, Thoreau comenta que “a verdadeira America e unicamente aquele pais onde se tem liberdade para que se possa seguir o estilo de vida que nos permita passar sem eles.” Este episodio proporciona uma analise das preocupacoes ambientalistas de Thoreau, por via das suas percecoes do Outro, nomeadamente a de um irlandes, vitima da fome no seu pais (decada de 1840). Tentaremos demonstrar como Thoreau foi conivente com a utilizacao dos estereotipos racistas na medida em que neste trecho descreve os irlandeses como sendo pouco asseados, sujos, imbecis e sem grande iniciativa. Ao longo do seculo XIX, estes estereotipos raciais tambem seriam aplicados a outras minorias etnicas, que chegavam a America em finais do seculo, assim como um tema de pesquisa para etnologos e sociologos. Esta luta em serem tratados como brancos nao se aplicou somente aos irlandeses na medida em que se dizia que os povos da Europa do Sul – nomeadamente os portugueses – possuiam “algum sangue negro,” tal como afirmara Donald Taft na sua obra, Two Portuguese Communities in New England (1923). Mais tarde, esta retorica tornar-se-ia mais acutilante durante a vigencia do movimento da Eugenia durante a decada de 1920 e culminando, deste modo, no Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial. O argumento principal neste ensaio e que Thoreau se revelou como cumplice da paranoia norte-americana relativamente as fronteiras do que se convencionou ser-se de raca branca. Palavras-Chave: Henry David Thoreau e Walden; Henry David Thoreau e a emigracao; Henry David Thoreau e a ecocritica; Henry David Thoreau e o Outro

The content you want is available to Zendy users.

Already have an account? Click here to sign in.
Having issues? You can contact us here
Accelerating Research

Address

John Eccles House
Robert Robinson Avenue,
Oxford Science Park, Oxford
OX4 4GP, United Kingdom