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CONHECIMENTOS MARGINAIS, FRONTEIRAS E ESTABILIDADE: Diversidade sexual e de gênero no ensino da arte
Author(s) -
Edvandro Luise Sombrio de Souza,
Monique Andries Nogueira
Publication year - 2017
Publication title -
itinerarius reflectionis
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 1807-9342
pISSN - 1679-2009
DOI - 10.5216/rir.v13i2.45164
Subject(s) - sociology
Desde o final da decada de 1990, quando os Parâmetros Curriculares Nacionais para os Temas Transversais de Orientacao Sexual foram publicados, as questoes de genero e sexualidade figuram enquanto temas obrigatorios da Educacao Basica brasileira. No mesmo periodo, a arte passou a ser reconhecida como “area de conhecimento” na LDBEN 9.394/96. Neste artigo, parte-se da percepcao que, na educacao formal, ha processos de hierarquizacao e marginalizacao que acometem temas e, por vezes, campos de conhecimento. A partir de Louro (2015), defende-se a nocao de “fronteira” como lugar de inteligibilidade em que sujeitos devem ser pensados, lugar de encontro, de subversao, de mudanca. Compreendendo estas fronteiras enquanto questoes epistemologicas, os campos articulados nesta pesquisa – educacao, arte, ensino da arte, estudos de genero, sexualidade – sao desnaturalizados, desestabilizados, desessencializados, com o intuito de perceber como determinados grupos (de pessoas e de conhecimentos), tem sido abordados enquanto sujeitos do conhecimento no paradigma cientifico dominante: o das ciencias naturais. Enfocando o ensino da arte e, mais especificamente, das Artes Visuais, o artigo aborda o carater marginal desta disciplina na escola brasileira, com Nogueira (2008). Em seguida, a partir do conceito de campo cientifico , de Bourdieu (1997) e de autores e autoras do campo da Arte, trata-se das formas como este se constituiu, para, depois, compreender como determinadas fronteiras foram sendo visitadas, atravessadas, especialmente em obras, objetos e acoes da arte contemporânea. Na secao seguinte, a partir de Loponte (2002) e Dias (2006) e suas pesquisas que articulam estudos de genero e sexualidade ao ensino da arte, falamos de “pedagogias” exercitadas na escola, a partir de determinadas visoes sobre os objetos desta pesquisa. Por fim, com Goodson (1997), e sua nocao de padrao de estabilidade nos curriculos, expomos a pratica do “formalismo” enquanto estruturante de praticas pedagogicas, “elemento de estabilidade”, no campo do ensino da arte, nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental como um dos possiveis obstaculos para que conhecimentos relacionados as questoes de genero e sexualidade, dentre outras, possam vir a “povoar” o ensino da arte, na educacao formal brasileira.

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