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Afetividade na relação paciente e ambiente hospitalar
Author(s) -
Glícia Rodrigues Pinheiro,
Zulmira Áurea Cruz Bomfim
Publication year - 2009
Language(s) - Portuguese
DOI - 10.5020/23590777.9.1.45
O objetivo desse artigo e discutir a afetividade como categoria de analise da relacao paciente e ambiente hospitalar. Esse artigo e parte do desenvolvimento da Dissertacao de Mestrado, intitulada “Afetividade e ambiente hospitalar: Construcao de significados pelo paciente oncologico com dor”. Buscou-se uma compreensao historico-cultural na relacao entre percepcao e acao, subjetividade e objetividade, paciente e hospital, enfatizando a afetividade (emocoes e sentimentos) como possibilidade de integracao e superacao da visao dicotomica dessas dimensoes. Partiu-se dos pressupostos de que a afetividade pode ser uma forma de se conhecer o ambiente hospitalar e de que a experiencia emocional e um indicador da acao e da forma como o paciente se implica nesse espaco. Com intuito de enriquecer a pesquisa bibliografica, fez-se uso de um estudo preliminar realizado durante a elaboracao do texto da dissertacao. Nesse trabalho de campo, foi utilizada uma metodologia de apreensao dos afetos desenvolvida por Bomfim (2003) na sua tese de doutorado, a saber: os mapas afetivos. A principio, definiu-se afetividade como sentimentos e emocoes. No segundo momento, procurou-se discutir sobre a afetividade como categoria mediadora de dicotomias presentes na ciencia psicologica, iniciando pela razao x emocao, em seguida, enfocando a relacao mente x corpo no contexto hospitalar. Discutiu-se, entao, sobre importância da cultura nas formas de manifestacao dos sentimentos, emocoes e sensacoes corporais, enfocando os aspectos socio-culturais da dor. Referenciando-se na nocao de que o impacto emocional do ambiente interfere nas condutas humanas, empreendeu-se, tambem, uma discussao sobre a afetividade como mediadora da acao-transformacao. Os resultados apontaram para imagens de contraste, sofrimento, agradabilidade e inseguranca presentes no ambiente hospitalar e como o estudo do ambiente por intermedio da afetividade pode favorecer a humanizacao e o tratamento dos pacientes oncologicos com dor. Palavras-chave: afetividade, paciente, ambiente hospitalar, dicotomias, psicologia.

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