Tecnificação e gênero no corpo laboral da Legião Brasileira de Assistência: assistência social e modernidade (1945-1964)
Author(s) -
Bruno Sanches Mariante Silva
Publication year - 2018
Publication title -
história unisinos
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.13
H-Index - 4
eISSN - 2236-1782
pISSN - 1519-3861
DOI - 10.4013/htu.2018.224.08
Subject(s) - institution , sociology , modernity , rationalization (economics) , ambivalence , acronym , context (archaeology) , professionalization , order (exchange) , gender studies , humanities , political science , social science , law , history , psychology , social psychology , art , theology , philosophy , archaeology , finance , economics
A Legiao Brasileira de Assistencia (LBA), instituicao voltada ao amparo a maternidade e a infância, fundada em 1942 pela primeira-dama Darcy Vargas, sempre contou com o trabalho de mulheres como voluntarias, mesmo tendo passado por significativas transformacoes ao longo de sua existencia. Utilizando como fonte as edicoes do Boletim da Legiao Brasileira de Assistencia, publicacao oficial da instituicao, o presente artigo almejou analisar a estrutura do corpo laboral da LBA e deslindar a atuacao de mulheres na instituicao, tendo em vista que a caridade e a filantropia, historicamente, foram relacionadas ao feminino. A fim de investigar o quao permeadas por representacoes de genero eram tais relacoes laborais, valemo-nos largamente do conceito de genero. A analise situa-se entre 1945 e 1964, periodo de efervescente discurso sobre a modernidade e a racionalizacao da vida cotidiana; dessa maneira, procurou-se tambem analisar as reflexoes que a LBA promovia sobre o servico social enquanto campo tecnico que ganhava prestigio na sociedade, ressaltando a dicotomia entre o trabalho filantropico benemerito e o servico social racionalizado e tecnificado. Destarte, intentou-se analisar as profissoes tecnicas e cientificas que compunham as forcas de trabalho da LBA e matiza-las com o conceito de genero para revelarmos, no bojo da atuacao da LBA, relacoes e reflexoes ambivalentes entre um servico social tecnificado, chamado moderno, e outro de caracteristica filantropica. Observamos, contudo, que se trata de um momento de inflexao na trajetoria institucional da LBA e da historia da assistencia no Brasil, e que as mulheres, numericamente superiores no quadro funcional, atuavam mais restritas a determinados cargos, em razao de consolidadas concepcoes de genero para o periodo. Palavras-chave: Legiao Brasileira de Assistencia, servico social, genero, modernidade, tecnificacao.
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