A patrimonialização da memória social: uma forma de domesticação política das memórias dissidentes ou indígenas?
Author(s) -
Alejandra Aguilar Pinto
Publication year - 2011
Publication title -
ciências sociais unisinos
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2177-6229
pISSN - 1519-7050
DOI - 10.4013/csu.2011.47.3.10
Subject(s) - hegemony , indigenous , politics , state (computer science) , sociology , construct (python library) , politics of memory , history , aesthetics , media studies , gender studies , political science , law , art , biology , ecology , algorithm , computer science , programming language
Este trabalho procura apresentar as praticas de memorizacao, realizadas por diversos grupos, enfocando-se nas memorias hegemonicas (representadas pelas instituicoes de memoria, museus, arquivos e os seus profissionais, arquivistas, bibliotecarios, historiadores, etc. e as politicas oficiais de patrimonializacao do Estado) e nas memorias dissidentes (neste caso, o pensamento indigena). Na formacao das identidades nacionais e na dominacao politica, a definicao da historia e da memoria (Popular Memory Group, 1982) tem tido um papel-chave expresso na imposicao de versoes particulares e parciais como universais e comuns, na oclusao, exclusao e silenciamento do sentido vivido do passado dos “grupos subalternos”, mas tambem em sua colonizacao e expropriacao (Bonfil, 1993) ou domesticacao (Gnecco, 2000). Este paper se questiona ate que ponto os mecanismos ou dispositivos de memoria e esquecimento oficiais conseguiram silenciar, mudar, ou representar verdadeiramente as “vozes nao hegemonicas”. Por outro lado, tambem se apresentam as “novas” formas de inscricao e expressao das memorias nao hegemonicas ja nao so limitadas aos documentos de arquivos: corpo (pintura corporal), ritualizacao e a paisagem (locais sagrados). Assim, a natureza do texto historico se amplia dramaticamente. Assim, esta pesquisa se insere na tensao entre praticas culturais globais e locais, representada de maneira notoria nas lutas pela definicao das identidades. E, nessa luta, os sistemas de representacao historica (como os arquivos, museus) tem tido um papel determinante. Contudo, apesar das relacoes de subordinacao das comunidades indigenas, algumas conseguiram reinventar e construir uma “outra historia”. Palavras-chave: memoria indigena, instituicoes de memoria, praticas de memorizacao.
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