O poema em prosa: a amorfia de uma modalidade lírica subutilizada no modernismo brasileiro
Author(s) -
Átila Teixeira
Publication year - 2017
Publication title -
revista de letras
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2179-5282
pISSN - 0104-9992
DOI - 10.3895/rl.v18n23.3238
Subject(s) - art , humanities , poetry , literature
Nos textos criticos fundadores, a poesia lirica nao e portadora de um estatuto que a iguala aos demais generos. Mesmo em periodos com maior normatizacao estetica, nao ha como desconsiderar seu carater proteiforme, ampliado desmesuradamente a partir da modernidade. Reverberando tal ampliacao, surge o poema em prosa, modalidade da poesia lirica que ultrapassa a linha de delimitacao que a distingue dos demais generos, encerrando ja em seu nome um oximoro que se reflete nas tentativas criticas de sistematizacao. Consolidado em outras literaturas, essa modalidade e subutilizada no cânone poetico brasileiro. Esbocado na obra As noites da virgem , de 1868, de Vitorino Palhares, comeca de forma consciente com Raul Pompeia em Cancoes sem metro , de 1881. Ja no modernismo, e esparsamente utilizado. Conclui-se neste artigo que o poema em prosa ocupa uma posicao periferica – inclusive atualmente – na lirica brasileira devido a certo tom nefelibata que marcou a modalidade no nosso simbolismo, sendo substituido na funcao libertadora da lirica tradicional pelos versos livres.
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