A CIÊNCIA LATINO-AMERICANA RELACIONADA À HANSENÍASE: UM ESTUDO BIBLIOMÉTRICO
Author(s) -
Daniel Madeira Cardoso,
Roberta Pamplona Frade Madeira,
Nathália dos Santos Marques,
Sara Fiorillo Rocha de Resende,
Lucas Gomes Viegas,
Isabela Patrício de Souza Ervilha,
Robson José da Silva,
Marco Aurélio Libório Sinhorini Fonseca,
Samanta de Abreu Gonçalves,
Lucas Capita Quarto
Publication year - 2021
Publication title -
brazilian journals of development
Language(s) - Portuguese
DOI - 10.34117/bjdv7n7-305
Subject(s) - humanities , political science , philosophy
A hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada pelo Mycobacterium leprae. A moléstia pode acarretar incapacidade física, incluindo complicações graves como: garras, úlceras tróficas, reabsorções ósseas ou lesões oftalmológicas. O Brasil é o segundo na relação de nações com maior número de casos, atrás somente da Índia. Ademais, outras nações latino-americanas registraram proporções importantes de casos com incapacidades expressivas nos últimos anos. Desse modo, o objetivo do presente trabalho consiste em caracterizar a produção científica latino-americana relacionada à hanseníase a partir da base Scopus. Trata-se de um estudo bibliométrico com o descritor de busca “leprosy” realizado em maio de 2021. Incluíram-se as variáveis: país de origem, ano, instituição, modalidade de publicação, área do conhecimento, periódico e autor. Para avaliar a progressão temporal das pesquisas, aplicou-se a regressão linear simples no programa estatístico Graphpad Prism 7, com valores de p<0,05 fixados como significativos. Totalizaram-se 1.978 publicações latino-americanas sobre hanseníase em todo o período estudado. Os países mais produtivos foram: Brasil (n=1.632; 82,51%), México (n=124; 6,27%), Colômbia (n=89; 4,50%), Argentina (n=58; 2,93%) e Cuba (n=29; 1,47%). Em se tratando de parceiros externos, os Estados Unidos da América auxiliaram em 245 (12,38%) trabalhos; e o Reino Unido em 89 (4,49%). No que concerne à progressão temporal das pesquisas, o ano com menor quantidade de estudos foi 2006 (n=71; 3,58%); enquanto o maior corresponde a 2018 (n=204; 10,31%), com conclusão da série histórica em 2020 com 167 (8,84%) estudos. Houve correlação entre o avanço do tempo e o aumento no número de manuscritos (p=0,0002). É interessante citar que o passar dos anos explica em 67,61% o incremento no número de trabalhos (r2=0,6761). Também houve destaque para: Instituição Fundação Oswaldo Cruz (n=331; 17,73%), modalidade artigo (n=1570; 79,37%), periódico Anais Brasileiros de Dermatologia (n=130; 6,57%), área médica (n=1623; 82,05%) e autor Sarno, E.N. (afiliado à Fundação Oswaldo Cruz) (n=131; 6,62%). Diante da relevância do tema, torna-se imperativo o maior investimento em estudos latino-americanos sobre hanseníase.
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