VIVÊNCIA NO ENSINO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA – APLICAÇÃO DO DIAGNÓSTICO DE ESQUEMAS MENTAIS (DEM) / EXPERIENCE IN MATHEMATICAL EDUCATION TEACHING - APPLICATION OF THE DIAGNOSIS OF MENTAL SCHEMES (DEM)
Author(s) -
Raiane Darla Moreira Dias Vieira,
Maria Milena Silva,
Priscilla Uchôa Martins,
Raimundo Monteiro Fernandes Neto,
Ana Cléa Gomes de Sousa,
Mateus Alves Vieira Neto
Publication year - 2020
Publication title -
brazilian journal of development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-8761
DOI - 10.34117/bjdv6n9-490
Subject(s) - humanities , philosophy , psychology
O presente trabalho apresenta e discute os resultados da aplicação do Diagnóstico de Esquemas Mentais (DEM), proposto por Barguil (2016), como parte do percurso formativo do Curso de Pedagogia semipresencial, da Universidade Federal do Ceará (UFC), na disciplina de Educação Matemática. Ao defender a relevância do estudo da Educação Matemática, D’Ambrosio (1993) afirma que o conteúdo de Matemática escolar tem sofrido poucas variações ao longo do tempo, além de ser aproximadamente o mesmo em todas as escolas do mundo, de forma que os docentes devem sempre (re)pensar sobre a sua práxis na abordagem desses conteúdos, uma vez que as distinções efetivamente ocorrerão neste campo. O autor defende ainda que, em virtude dos avanços da globalização e da atualização dos modelos escolares, os conteúdos de todas as disciplinas devem comunicar-se, de forma que essa “interpenetração [...] transforma radicalmente o papel dos educadores de transmissores de conhecimento para facilitadores de aprendizagem” (D’AMBROSIO, 1993, p. 8). Barguil (2016) aponta que não se pode atualmente pensar em uma prática docente, seja para o ensino de matemática, seja relacionada a outras disciplinas, onde o professor assume que irá transmitir aos alunos o conhecimento, ao que ele nomeia Pedagogia do Discurso; mas, de maneira diversa, o que se espera é que se adote a Pedagogia do Percurso, cunhada com base na Educação Problematizadora apresentada por Paulo Freire, onde a relação dialógica e afetiva entre professores e alunos auxilia a estes últimos que transformem suas realidades a partir das mudanças em seus próprios esquemas mentais. Sobre os esquemas mentais, Barguil (2016) aponta que durante a vida desenvolvemos diferentes esquemas mentais que nos ajudam significar o mundo, muitos deles relacionados ao campo do mathema, da explicação, da compreensão. Dessa forma, estamos sempre nos confrontando com necessidades que envolvem habilidades matemáticas, como comparar quantidades, ordenar nossas ações, classificar os objetos, entre outras. Ainda que não se possa elencar nenhuma sociedade até hoje conhecida onde não haja a presença de elementos matemáticos no cotidiano, há, de maneira geral, grande resistência por parte dos estudantes quanto ao aprendizado dessa disciplina, o que pode ser atribuído à pouca ou nenhuma contextualização do ensino de Matemática, ao desconhecimento por parte dos professores acerca dos processos infantis de consolidação de conceitos e das suas estruturas
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