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AÇÕES DE PROMOÇÃO À SAÚDE E PREVENÇÃO DA OBESIDADE INFANTO-JUVENIL NO ÂMBITO ESCOLAR NO MUNICÍPIO DE CAMPINA GRANDE-PB: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Author(s) -
Maria Gabriely Queiroz,
Cinthia Sonaly Santos Rodrigues,
Selma Aires Monteiro Galdino,
Carla Campos Muniz Medeiros,
Mônica Oliveira da Silva Simões,
Alessandra Teixeira
Publication year - 2020
Publication title -
brazilian journal of development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-8761
DOI - 10.34117/bjdv6n8-480
Subject(s) - humanities , art
O excesso de peso é um problema de saúde pública crescente. O aumento do tecido adiposo, seja de forma localizada ou em todo o corpo, tem sido cada vez mais prevalente em todas as faixas etárias. A obesidade consiste em uma doença crônica multifatorial e importante preditor de doenças. Os fatores relacionados são inúmeros, desde a inatividade física e alimentação não balanceada, quanto o desmame precoce, a influência alimentar dos pais e da tecnologia, sobretudo entre as crianças e adolescentes (“presos” ao mundo virtual durante várias horas do dia), a influência midiática na propagação, por exemplo, de fast foods, bolachas recheadas, refrigerantes, entre outros, e a escassez de políticas efetivas na prevenção e combate à obesidade infanto-juvenil (MARIZ, et al 2015) (DURE, et al 2015). As estatísticas mostram que mais de 12% dos meninos são obesos e mais de 9% das meninas apresentam excesso de peso, só no Brasil. Houve um salto de 11 milhões para 123 milhões de crianças e adolescentes com sobrepeso e obesidade (BRASIL, 2017). Vale salientar que há grandes probabilidades desse excesso de peso perdurar por toda vida, resultando em adultos e idosos obesos, com maiores chances de morbidades associadas e com impacto direto sobre a qualidade de vida (MARIZ, et al 2015). Na atualidade, o método mais usual para a determinação do estado nutricional ainda é o Índice de Massa Corporal (IMC), razão do peso (em quilogramas) pelo quadrado da altura (em metros). Para crianças e adolescentes é ajustado pelo sexo e idade, através das curvas de escore z propostas pela Organização Mundial de Saúde. Através desse índice determina-se se o indivíduo está abaixo do peso, com peso adequado, sobrepeso ou obesidade. Outro método também bastante empregado, pelo baixo custo e efetividade, é a aferição da circunferência abdominal, que avalia o depósito de gordura nesta região (MIRANDA, et al 2015). As consequências advindas do excesso de tecido adiposo são várias, tanto físicas quanto psicológicas, podendo-se destacar a diminuição da autoestima e da aptidão física, o isolamento social, o aumento da predisposição para o diabetes mellitus e hipertensão, e uma menor qualidade de vida, além de várias outras comorbidades. Nota-se, portanto, a importância de se promover o controle do peso corporal, a fim de prevenir e combater a obesidade e promover a saúde (ROCHA, et al 2017). Algumas das ações que promovem a saúde referem-se a capacitação do público que estará sendo alvo da atividade, tornando-os aptos para desenvolverem cuidados com a própria saúde e até disseminar as orientações do que foi aprendido na ação para outros indivíduos.

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