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TERRITÓRIOS EM DISPUTA E MOVIMENTO TERRITORIAL DO TRABALHO E DA CLASSE TRABALHADORA
Author(s) -
Antônio Thomaz
Publication year - 2013
Publication title -
pegada - a revista da geografia do trabalho
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 1676-3025
pISSN - 1676-1871
DOI - 10.33026/peg.v14i2.2660
Subject(s) - humanities , political science , sociology , philosophy
E no interior do ambiente de mudancas nas formas de organizacao da producao e seus impactos nos ambientes de trabalho, na saude do trabalhador, e nas respectivas correspondencias espaciais que temos as novas formas de controle do trabalho e, consequentemente, novos significados e sentidos para a dimensao material e subjetiva para os trabalhadores. A pretensao de focar os territorios em disputa como parte desse processo nos requer situa-los no âmbito da luta de classes, com as atencoes voltadas, pois, para demonstrar a dinâmica territorial do trabalho ou suas diferentes formas de expressao, com as quais nos ocuparemos, e as redefinicoes na composicao da classe trabalhadora e na sua propria estrutura. Estamos, pois, nos propondo ampliar o foco da abordagem do trabalho para outros aspectos, tais como formas de exploracao, qualidade, ambiente e saude do trabalho (as patologias, os agravos e as doencas ocupacionais), que estao associados a invisibilidade social das doencas relacionadas ao trabalho, devido a ineficiencia da politica social publica, bem como das relacoes sociais de trabalho que dao sustentacao as diferentes situacoes e formas de (des)realizacao do trabalho, motivadas pelo capital, como, por exemplo, o agrohidronegocio, enquanto expressao dos conflitos em torno do acesso e uso da terra e da agua. A vigencia da reestruturacao produtiva do capital e a referencia para sintonizarmos as mudancas que estao ocorrendo no âmbito do trabalho, que desde o final dos anos 1980 orienta novas linhas de expressao do conflito social. O formato classico capital x trabalho divide importância com outras formas de configuracao da dominacao de classe, que implica novos olhares sobre as delimitacoes do que e trabalhar no campo (assalariado, campones), e do que e trabalhar na cidade (assalariados, por conta propria, terceirizados, informais etc.), sob distintas relacoes sociais de producao e de trabalho. O fluxo continuo dessas relacoes e que indicam as mudancas no perfil dos camponeses, as redefinicoes nas fileiras dos operarios urbanos e rurais e, portanto, a plasticidade que atinge duramente o trabalho, em via de consequencia, as mudancas nos/dos papeis sociais e politico-ideologicos, atingem e contextualizam a degradacao e o movimento territorial de classe da classe trabalhadora.

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