TREINAMENTO DE FORÇA NO MEIO AQUÁTICO: UMA REVISÃO SOBRE OS ASPECTOS HISTÓRICOS, FISIOLÓGICOS E METODOLÓGICOS.
Author(s) -
Luiz Fernando Martins Kruel,
Rochelle Rocha Costa,
Giane Veiga Liedtke,
Ana Carolina Kanitz
Publication year - 2018
Publication title -
revista brasileira de ciência e movimento
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2237-9002
pISSN - 0103-1716
DOI - 10.31501/rbcm.v26i2.7302
Subject(s) - humanities , scielo , philosophy , medline , political science , law
Exercitar-se na água é uma prática constatada há vários séculos, embora seja recente sua realização de forma sistemática e planejada. A literatura científica é ampla no estudo dos efeitos do treinamento aeróbico aquático, tendo investigado diferentes modalidades. Nas últimas décadas têm ganhado relevância os estudos que avaliam treinamentos aquáticos de caráter de força e sua melhora no sistema neuromuscular. Contudo estes trabalhos apresentam metodologias de prescrição muito diferentes, dificultando sua comparação. Assim, o objetivo desta revisão é elucidar aspectos metodológicos para prescrição de exercícios de força no meio aquático. Este artigo tem caráter narrativo e para a localização e aquisição dos estudos foram consultadas as bases de dados eletrônicas SCOPUS, PUBMED, SCIELO e MEDLINE, realizando-se buscas de artigos publicados entre os anos 1980 e 2016, com os seguintes descritores: hidroginástica, treinamento de força aquático e corrida em piscina funda. Os resultados demonstraram que os primeiros estudos publicados mundialmente relacionados a este tema datam do final dos anos 90. Estes seguiam metodologias de treinamento que buscavam reproduzir o modelo aplicado no meio terrestre, ou seja, utilizando número de repetições e número de séries. Por outro lado, os estudos mais recentes têm proposto a utilização da velocidade máxima e o tempo de execução para se alcançar a rota metabólica adequada (sistemas fosfocreatina e glicolítico). Assim, os trabalhos demonstram que o treinamento de força no meio aquático têm proporcionado resultados satisfatórios em variáveis neuromusculares e morfológicas. Ainda, a prescrição de um treinamento de força neste meio, visando a rota metabólica adequada, utilizando o tempo de execução e a máxima velocidade, parece ser a forma mais eficiente de se alcançar objetivos relacionados ao treinamento de força.
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