Preparação e escalamento de violaceina e seu uso como pigmento natural em tecidos
Author(s) -
Caroline Aparecida Dalben Rampazo,
Nelsón Durán
Publication year - 2016
Publication title -
anais do congresso de iniciação científica da unicamp
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
ISSN - 2447-5114
DOI - 10.19146/pibic-2016-51258
Subject(s) - natural (archaeology) , biology , paleontology
Resumo Nos ambientes hospitalares, podem ser encontrados diversos materiais têxteis, como cortinas, roupas de cama, batas cirúrgicas, uniformes, dentre outros. Como se sabe, tanto os tecidos feitos com fibras naturais quanto os produzidos com fibras sintéticas são susceptíveis ao crescimento de microrganismos. Deste modo, se este material for contaminado por microrganismos patogênicos, com grande incidência no ambiente hospitalar, ele se torna uma grande fonte de transmissão desses agentes infecciosos. Com o objetivo de diminuir fontes de contaminações hospitalares, este trabalho consistiu na preparação de um tecido com propriedades antibacterianas, utilizando o método padding para impregnar nanopartículas poliméricas contendo violaceína, um agente bactericida, em suas fibras. A violaceína usada neste projeto foi produzida por microrganismos da cepa Chromobacterium violaceum CCT 3468 em um biorreator tipo BPS (Biorreator de Prateleira para Superfície), e extraída com o uso de etanol P.A. A violaceína foi purificada por extração em soxlet utilizando clorofórmio, éter etílico e etanol como solventes, e caracterizada pelas técnicas de espectroscopia na região do infravermelho (ATR-FTIR), Ressonância Magnética Nuclear (RMN), Espectrometria de Massas (MS) e espectrofotometria na região do UV-vis. As nanopartículas poliméricas (NPs), por sua vez, foram produzidas pelo método de nanoprecipitação, e caracterizadas quanto ao diâmetro médio (Zave), índice de polidispersidade (PDI) e Potencial Zeta (PZ). Os tecidos impregnados com nanopartículas contendo violaceína tiveram sua atividade antibacteriana avaliada pelo método de difusão em ágar. Os resultados mostraram que a violaceína obtida possui um grau de pureza de 73,40 %, as nanopartículas produzidas têm Zave em torno de 184 nm, PDI menor que 0,15 e PZ menor que -14 mV e a atividade antibacteriana do tecido mostrou-se eficaz para a inibição das bactérias, Staphylococcus aureus e Staphylococcus epidermides.
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