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ILÍDIO DO AMARAL (1926‑2017): UMA VASTA OBRA DEDICADA À GEOGRAFIA DAS REGIÕES TROPICAIS
Author(s) -
Francisco Roque de Oliveira
Publication year - 2018
Publication title -
tria
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2281-4574
pISSN - 1974-6849
DOI - 10.18055/finis12097
Subject(s) - humanities , art
ilídio do amaral, professor catedrático jubilado da faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, faleceu em Lisboa no passado dia 24 de Março, com 90 anos de idade. nascido em Luanda (angola) a 3 de setembro de 1926, ilídio Melo Peres do amaral foi autor de uma vasta obra dedicada à Geografia das regiões tropicais, tendo concluído ao longo de 60 anos de prolífera vida científica perto de 500 trabalhos, repartidos por domínios de especialidade muito diversos, com particular incidência para as temáticas da Geomorfologia, Geografia Urbana, Geografia Política, Geografia Histórica e História da Geografia. angola e o arquipélago atlântico de Cabo Verde constituíram os espaços privilegiados dos seus estudos de Geografia física e Humana. no panorama da Geografia portuguesa do século XX, ilídio do amaral terá sido também o geógrafo mais vezes chamado a desempenhar funções institucionais e públicas de relevo, sobressaindo os cargos de vice ‐presidente e presidente em exercício do instituto de alta Cultura (1971 ‐1976), organismo sob tutela do Ministério da educação responsável pela formulação da política científica e difusão internacional da língua e cultura portuguesas, e de vice ‐reitor e reitor da Universi‐ dade de Lisboa (1975 ‐1979), coincidindo com o período particularmente difícil da transição para o regime democrático em Portugal (ferreira, 2013, p. 370 ‐371). entre outros, desempenhou ainda os car‐ gos de vice ‐presidente da Junta de investigações Científicas do Ultramar (1979 ‐1980) e de director do Centro de Geografia do instituto de investigação Científica tropical (1984 ‐2005), instituição que suce‐ deu à Junta depois do fim do império colonial português e de instaurada a democracia, reorientando os respectivos objectivos de acordo com a pragmática própria da cooperação científica internacional e da ajuda pública ao desenvolvimento prestada aos novos países de expressão portuguesa em África (iiCt, 1983, p. 145 ‐151; Castelo, 2012, p. 392 ‐403; 2013, p. 359 ‐387).

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